O ex-presidente Jair Bolsonaro passou dois dias abrigado na embaixada da Hungria, logo após ser alvo de uma operação da PF

Milleny Ferreira Publicado em 26/03/2024, às 10h44
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu o prazo de 48 horas para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)preste explicações sobre a sua estadia na embaixada da Hungria, em Brasília.
A informação foi recém revelada pelo jornal americano “The New York Times”.
Bolsonaro passou dois dias, entre 12 e 14 de fevereiro, abrigado na embaixada, quatro dias após ter o seu passaporte retido pela Polícia Federal.
A informação foi confirmada pelo advogado do ex-presidente, Fabio Wajngarten, assim como o STF, que também confirmou o prazo para a resposta de Bolsonaro. A Polícia Federal (PF) já foi acionada para começar as investigações do caso.
Quando questionado sobre o objetivo de uma explicação, Bolsonaro disse que: “Algum crime, porventura, venham investigar” (...) “Então, digamos porventura dormir na embaixada, ou conversar com embaixador, algum crime nisso? Tenha paciência, chega de perseguir”.
A equipe de defesa de Bolsonaro também deu a confirmação de que o ex-presidente teria ficado hospedado na embaixada, mas apenas com o objetivo de manter contatos com autoridades do país e o bom relacionamento com o primeiro-ministro Viktor Orbán.
De acordo com o Folha de São Paulo, o gesto do primeiro-ministro hungaro de hospedar Bolsonaro, foi interpretado como uma interferência do Governo da Hungria em assuntos internos do Brasil, já que, o ex-presidente não poderia ser preso em uma embaixada estrangeira porque estaria legalmente fora do alcance das autoridades brasileiras e dentro de um prédio protegido pelas convenções diplomáticas.
“Nos dias em que esteve hospedado na embaixada, a convite, o ex-presidente brasileiro conversou com inúmeras autoridades do país amigo atualizando os cenários políticos das duas nações”, diz a nota da defesa.
Os advogados de defesa de Bolsonaro, ainda afirmam que caso sejam feitas quaisquer interpretações que extrapolem essas informações repassadas por eles constituem “evidente obra ficcional”, sem relação com a realidade dos fatos e “mais um rol de fake news”.
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