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Política Nacional

Moraes autoriza visitas de aliados a Bolsonaro na Papudinha

Ministro do STF define datas para encontros de Nikolas Ferreira, Portinho, Bonetti e Sanderson com o ex-presidente preso em Brasília

O deputado Nikolas Ferreira, que fez caminhada de Minas a Brasília em apoio a Bolsonaro, foi autorizado a visitá-lo na prisão. - Imagem: Reprodução/Redes Sociais.
O deputado Nikolas Ferreira, que fez caminhada de Minas a Brasília em apoio a Bolsonaro, foi autorizado a visitá-lo na prisão. - Imagem: Reprodução/Redes Sociais.

Erika Osti Publicado em 31/01/2026, às 16h16


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou na sexta-feira (30) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receba visitas de aliados políticos enquanto cumpre pena de 27 anos e três meses no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, conhecido como “Papudinha”. A decisão atende a um pedido da defesa e marca um movimento de interlocução entre Bolsonaro e parlamentares próximos num momento de alta tensão política.

Pelo calendário definido na decisão, o senador Bruno Bonetti (PL-RJ) e o senador Carlos Portinho (PL-RJ) poderão visitar Bolsonaro no dia 18 de fevereiro, em horários distintos: Bonetti das 8h às 10h e Portinho das 11h às 13h. Já no dia 21 de fevereiro, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) terá encontro agendado das 8h às 10h, seguido pelo deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS) entre 11h e 13h.

A autorização de Moraes ocorre após uma série de solicitações da defesa do ex-chefe do Executivo para que encontros presenciais fossem permitidos enquanto Bolsonaro permanece detido. Segundo os advogados, os pedidos têm “finalidade pessoal” e não estão ligados a atos jurídicos ou políticos.

A visita de Nikolas Ferreira terá significado simbólico para aliados do ex-presidente. Será o primeiro encontro dos dois desde a “caminhada pela liberdade”, manifestação em que o parlamentar percorreu cerca de 250 quilômetros de Minas Gerais até Brasília em apoio a Bolsonaro.

Bolsonaro foi transferido em 15 de janeiro para a Papudinha, onde cumpre prisão após ser condenado no âmbito do inquérito que apura sua participação em uma tentativa de golpe de Estado. A transferência foi determinada por Moraes, que também autorizou condições específicas de atendimento, incluindo direito a atendimento médico particular e deslocamento a hospitais em caso de emergência, além de refeições especiais dentro da unidade prisional.

A decisão do ministro do STF chega em um momento delicado para a direita política no Brasil, que busca estratégias para manter coesão e articulação às vésperas das eleições de 2026. As visitas autorizadas podem aliviar o isolamento do ex-presidente e permitir que aliados alinhem posturas nas próximas semanas, seja em debates legislativos, seja em estratégias eleitorais.


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