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Tarifas

Ministro Haddad defende diálogo com os EUA sobre tarifas de aço e alumínio

Com 16% das importações de aço dos EUA, Brasil busca alternativas para contornar as tarifas de 25%

Com 16% das importações de aço dos EUA, Brasil busca alternativas para contornar as tarifas de 25% - Imagem: Reprodução / Antonio Cruz / Agência Brasil
Com 16% das importações de aço dos EUA, Brasil busca alternativas para contornar as tarifas de 25% - Imagem: Reprodução / Antonio Cruz / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 12/03/2025, às 18h38


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sublinhou a relevância de o Brasil priorizar negociações com os Estados Unidos ao invés de recorrer a medidas punitivas. Ele identificou um "equívoco de diagnóstico" por parte dos americanos no que diz respeito às tarifas, enfatizando que os argumentos apresentados pela indústria brasileira são robustos e podem desempenhar um papel crucial nas conversações.

O setor siderúrgico brasileiro tem pressionado por ações em resposta às tarifas estabelecidas pelos EUA, que afetam tanto as importações quanto as exportações do país. Haddad explicou que é necessário adotar uma estratégia diferenciada: enquanto as exportações devem ser abordadas através de diálogos diretos, as importações exigem uma defesa mais vigorosa.

As tarifas de 25% impostas sobre aço e alumínio pelos Estados Unidos têm suscitado apreensões no Brasil, que figura como um dos principais exportadores de produtos semiacabados de aço. O ministro salientou que os empresários brasileiros estão em busca de caminhos para estabelecer um diálogo produtivo com os americanos, sublinhando que a realidade das importações e exportações de aço no Brasil não corresponde às suposições formuladas pelos EUA.

Conforme dados divulgados pelo governo americano, no último ano, o Canadáliderou como maior fornecedor de aço para os Estados Unidos, representando 20,9% do total importado. O Brasil ocupou a segunda posição, com 16%, totalizando 3,88 milhões de toneladas. No mês de janeiro, o Brasil se destacou como o maior exportador mensal em volume, com 499 mil toneladas. As novas tarifas eliminaram a cota mínima de isenção, aplicando-se a todas as quantidades importadas, impactando um montante expressivo de US$ 147,3 bilhões em produtos relacionados a esses metais.


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