Diário de São Paulo
Siga-nos

Milei lamenta não poder visitar Jair Bolsonaro durante encontro com Flávio em São Paulo

Presidente argentino se reuniu com o senador antes da convenção que oficializou a candidatura do PL ao Planalto e defendeu uma articulação regional entre lideranças conservadoras.

Flávio Bolsonaro e Javier Milei durante encontro no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, antes da convenção que confirmou a candidatura do senador à Presidência da República. - Imagem: Reprodução
Flávio Bolsonaro e Javier Milei durante encontro no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, antes da convenção que confirmou a candidatura do senador à Presidência da República. - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Silva Publicado em 25/07/2026, às 13h58


O presidente argentino Javier Milei expressou sua tristeza por não poder visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro durante sua passagem pelo Brasil, em um encontro com o senador Flávio Bolsonaro em São Paulo, destacando a importância da aproximação entre líderes conservadores da América Latina.

A convenção do Partido Liberal, que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à presidência, contou com a presença de Milei, reforçando a estratégia do partido de unir movimentos de direita na região, apesar de Flávio ainda buscar um vice e alianças políticas.

A defesa de Bolsonaro tentou autorizar a visita de Milei, mas o pedido foi negado pelo STF, que impôs restrições a visitas sociais ao ex-presidente até 2026, exceto para profissionais de saúde e advogados, limitando assim as interações políticas.

O presidente da Argentina, Javier Milei, lamentou não poder visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro durante sua passagem pelo Brasil neste sábado, 25 de julho. A declaração ocorreu durante um encontro com o senador Flávio Bolsonaro, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

O encontro foi registrado em um vídeo publicado nas redes sociais de Flávio. Nas imagens, o senador cumprimenta Milei e afirma que o abraço também era dado em nome do pai. O argentino respondeu dizendo que era uma pena não poder encontrá-lo.

A reunião também contou com as presenças do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes. Após o compromisso no Palácio dos Bandeirantes, Milei acompanhou a convenção nacional do Partido Liberal realizada em um espaço de eventos do Pacaembu.

Durante a conversa divulgada nas redes sociais, Milei chamou Flávio de amigo e fez referência à chamada “Onda Azul”, expressão utilizada por setores conservadores para defender a eleição de candidatos de direita em países da América Latina. Flávio respondeu que os dois iriam “combater o terrorismo juntos”. No trecho publicado, não foi detalhado a quais grupos ou ameaças os políticos se referiam.

A participação de Milei foi um dos principais elementos internacionais da convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato do PL à Presidência da República. O apoio de um chefe de Estado estrangeiro foi utilizado pelo partido para reforçar o discurso de aproximação entre movimentos conservadores da América Latina.

Apesar da oficialização, Flávio inicia a disputa sem um candidato a vice definido e ainda busca ampliar suas alianças com partidos de centro e de direita. A convenção também contou com uma mensagem gravada por Michelle Bolsonaro, que não compareceu presencialmente e afirmou que permaneceria em Brasília acompanhando Jair Bolsonaro.

Milei pretendia aproveitar a passagem pelo Brasil para visitar o ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar humanitária em Brasília. A defesa de Bolsonaro apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal para que o encontro fosse autorizado, mas a solicitação foi rejeitada pelo ministro Alexandre de Moraes.

A decisão considerou as restrições de visita impostas ao ex-presidente. O STF suspendeu temporariamente as visitas sociais e proibiu encontros com finalidade político eleitoral até o encerramento das eleições gerais de 2026, mantendo exceções para profissionais de saúde e advogados.

A presença de Milei ocorre no momento em que Flávio tenta consolidar sua posição como representante do grupo político liderado pelo pai. Senador pelo Rio de Janeiro desde 2019, ele exerceu quatro mandatos como deputado estadual e disputou a Prefeitura do Rio em 2016 antes de ser eleito para o Senado em 2018.


últimas notícias