Presidente da Fifa parabenizou a seleção pelo vice-campeonato, destacou o trabalho de Lionel Scaloni e afirmou que o desempenho da equipe abre caminho para novas conquistas.

Ana Beatriz Silva Publicado em 25/07/2026, às 14h57
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, enviou uma carta à Associação do Futebol Argentino parabenizando a seleção pela medalha de prata no Mundial de 2026, destacando a importância do vice-campeonato para o futebol argentino.
A Argentina chegou à final com a chance de conquistar seu segundo título consecutivo, mas foi derrotada pela Espanha por 1 a 0 na prorrogação, com destaque para o desempenho do goleiro Emiliano Martínez, que fez 12 defesas.
Infantino elogiou o trabalho da equipe e do técnico Lionel Scaloni, expressando otimismo sobre o futuro da seleção e desejando sucesso nas próximas competições, enquanto a participação de Lionel Messi pode ter sido sua última em Copas do Mundo.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, enviou uma carta à Associação do Futebol Argentino para reconhecer a campanha da seleção no Mundial de 2026. O documento foi endereçado a Claudio Chiqui Tapia, presidente da AFA e integrante do Conselho da Fifa, depois da derrota para a Espanha na decisão da competição.
Datada de 20 de julho, um dia após a final, a mensagem parabeniza jogadores, comissão técnica e torcedores pela conquista da medalha de prata. Infantino classificou o vice-campeonato como mais um resultado relevante para o futebol argentino e ressaltou que a equipe voltou a ocupar uma posição de destaque no cenário mundial.
A Argentina chegou à decisão com a possibilidade de conquistar o segundo título mundial consecutivo, feito que não ocorre no futebol masculino desde as conquistas do Brasil em 1958 e 1962. A Espanha, no entanto, venceu por 1 a 0 na prorrogação e levantou sua segunda taça da Copa do Mundo.
O gol do título espanhol foi marcado por Ferran Torres aos 106 minutos. O atacante, que havia entrado no segundo tempo, aproveitou uma bola disputada dentro da área e finalizou de pé esquerdo. Naquele momento, a Argentina já atuava com dez jogadores após a expulsão de Enzo Fernández nos acréscimos da etapa regulamentar.
Apesar do placar apertado, a Espanha controlou boa parte da partida. A equipe europeia realizou os primeiros 20 chutes do confronto, enquanto o goleiro Emiliano Martínez manteve a Argentina viva ao realizar 12 defesas, recorde em uma final de Copa do Mundo. A defesa espanhola terminou o torneio com apenas um gol sofrido em oito partidas.
Reconhecimento ao trabalho de Scaloni
Na carta, Infantino pediu que Claudio Tapia transmitisse as felicitações aos atletas, ao técnico Lionel Scaloni e aos integrantes das comissões técnica e médica. O dirigente também incluiu os torcedores argentinos que viajaram, acompanharam e incentivaram a seleção durante toda a competição.
O presidente da Fifa relacionou o desempenho argentino ao trabalho constante, ao profissionalismo, à preparação detalhada e ao comprometimento demonstrado pelo grupo. Segundo a mensagem, a paixão pelo futebol e a dedicação coletiva foram determinantes para que a Argentina disputasse sua segunda final consecutiva.
Infantino também afirmou que a participação da Albiceleste contribuiu de forma decisiva para transformar o Mundial de 2026 em um evento marcante. Na avaliação do dirigente, a competição será lembrada pelos grandes jogos, pelo surgimento de novos talentos, pela presença das principais estrelas do esporte e pelo ambiente nos estádios.
Confiança no futuro da seleção
Mesmo após a derrota, a mensagem apresentou uma visão otimista sobre o futuro do futebol argentino. Infantino afirmou que a estrutura, o profissionalismo e o comprometimento demonstrados pela seleção permitem projetar novas conquistas.

Em um dos principais trechos da carta, o presidente da Fifa afirmou que o trabalho realizado pela Argentina “abrirá o caminho para novos e grandes êxitos para o futebol argentino”.
O dirigente encerrou a mensagem desejando sucesso à AFA nas próximas competições e manifestando a expectativa de reencontrar Claudio Tapia em breve.
A carta representa um reconhecimento institucional à continuidade do trabalho iniciado por Lionel Scaloni. Campeã do mundo em 2022, a Argentina voltou à final quatro anos depois e terminou novamente entre as duas melhores seleções do planeta.
A decisão também pode ter marcado a última participação de Lionel Messi em uma Copa do Mundo. Aos 39 anos, o camisa 10 recebeu a medalha de prata emocionado e deixou o campo após ser neutralizado pela defesa espanhola. Messi ainda não havia confirmado oficialmente uma despedida definitiva da seleção.
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