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STF

Acareação entre Mauro Cid e Marcelo Câmara é confirmada

Moraes determina que Câmara seja transferido para audiência com monitoramento eletrônico

Moraes determina que Câmara seja transferido para audiência com monitoramento eletrônico - Imagem: Reprodução / Lula Marques / Agência Brasil
Moraes determina que Câmara seja transferido para audiência com monitoramento eletrônico - Imagem: Reprodução / Lula Marques / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 06/08/2025, às 18h48


Na última quarta-feira (6), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu sinal verde para a realização de uma acareação entre o tenente-coronel Mauro Cid e o coronel Marcelo Costa Câmara, ambos implicados em um dos processos judiciais ligados à suposta trama golpista que vem sendo investigada.

A acareação está agendada para o dia 13 de agosto, às 11h30, na sede do STF, localizada em Brasília. A medida foi solicitada pela defesa de Câmara, que alegou existirem contradições nos depoimentos de Cid, que atuou como ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro e é um dos delatores no caso. O coronel encontra-se detido preventivamente no Complexo Penitenciário da Papuda.

Os advogados de Câmara argumentam que as declarações de Cid são inconsistentes, especialmente no que se refere ao contato do coronel com minutas de decretos golpistas discutidos durante reuniões no Palácio da Alvorada. Além disso, contestam a afirmação de Cid sobre um suposto monitoramento contínuo feito por Câmara sobre o ministro Moraes. Por fim, a defesa questiona a veracidade das alegações de Cid sobre o entendimento que Câmara teria a respeito das solicitações recebidas relacionadas ao plano golpista.

Ao conceder autorização para a acareação, Moraes estipulou que Câmara seja transferido da Papuda para o local da audiência, utilizando um dispositivo de monitoramento eletrônico durante todo o processo e mantendo a restrição de comunicação apenas com seu advogado.

Em uma acareação anterior envolvendo os mesmos réus, entre Cid e o general Walter Braga Netto, foi determinada a proibição da gravação do evento em áudio ou vídeo. Apenas a ata dos depoimentos foi anexada aos autos do processo, impedindo assim o acompanhamento da imprensa.

Marcelo Câmara é acusado como parte do núcleo 2 da referida trama golpista. De acordo com informações da Procuradoria-Geral da República (PGR), esse grupo é considerado responsável por diversas ações estratégicas para a execução do golpe, incluindo a elaboração de minutas golpistas e a coordenação de operações contra opositores políticos.

Os réus do núcleo 2 incluem:

  • Filipe Martins (ex-assessor de assuntos internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro);
  • Marcelo Câmara (ex-assessor de Bolsonaro);
  • Silvinei Vasques (ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal);
  • Mário Fernandes (general do Exército);
  • Marília de Alencar (ex-subsecretária de Segurança do Distrito Federal);
  • Fernando de Sousa Oliveira (ex-secretário-adjunto de Segurança do Distrito Federal).
  • Todas essas pessoas foram denunciadas pela PGR por cinco crimes distintos: organização criminosa, golpe de Estado, tentativa violenta de abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

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