O presidente pede brasileiros no programa, mas afirma que a nacionalidade dos médicos não importa

Jessica Anjos Publicado em 20/03/2023, às 20h30
Durante o relançamento oficial do programa Mais Médicos no Brasildurante a manhã desta segunda-feira, Lula afirmou que irá se esforçar para que todos os médicos que se increveram no programa Mais Médicos este ano, mas caso seja necessário, estrangeiros serão chamados.
"O que importa para nós não é saber a nacionalidade do médico, é saber a nacionalidade do paciente", disse Lula.
Com o relançamento do projeto, uma novidade foi anunciada: brasileiros formados no exterior terão incentivo do governo para revalidação, o Estado financiará pelo menos 50% da prova de quem precisar.
Lula também citou que é compreensível o difícil trabalho em encontrar médicos dispostos a ir para cidades de difícil acesso, mas apontou que somente a população local sabe a falta que o profissional de saúde faz.
O presidente ainda destacou o sucesso do Mais Médicos e disse que embora muitas pessoas sejam contra, não podem negar que o programa é "inegavelmente um sucesso excepcional".
Queremos que todos os médicos que se inscrevam sejam brasileiros, formados adequadamente. Se não tiver condições, a gente vai querer médicos brasileiros formados no estrangeiro, ou médicos estrangeiros que trabalham aqui. Se não tiver, vamos fazer chamamento para que médicos estrangeiros ocupem esta tarefa", ressaltou.
O chefe de estado ainda lembrou que os médicos cubanos foram maltratados e "merecem desculpas". Na primeira versão do programa, os profissionais foram mal vistos no país e rejeitados por muitas pessoas.
"Tentaram acabar com o Mais Médicos. Venderam toda uma imagem negativa de forma pejorativa e não tiveram sequer a vergonha de pedir desculpas aos médicos cubanos que foram embora deste país", disse.
Outra mudança é que a partir de agora, o programa passou a se chamar "Mais Médicos para o Brasil". O Ministério da Saúde divulgou que em 2023 estarão disponíveis 15 mil vagas: 5 mil saem em março, mais 5 mil no primeiro semestre e 5 mil no segundo.
O investimento total do governo para reavivar o projeto será de R$ 712 milhões em 2023. Dentistas e Enfermeiros também farão parte do programa. "Com a visão de fortalecimento da atenção primária, anunciamos também o credenciamento de equipes de consultórios de rua de saúde bucal", disse a ministra da Saúde, Nísia Trindade.
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