Para que o acordo de livre comércio entre em vigor, é necessário que seja aprovado pelos parlamentos de todos os países envolvidos

Lillia Soares Publicado em 02/12/2023, às 17h00
Neste sábado (2), o presidente francês, Emmanuel Macron, manifestou sua discordância em relação à aprovação do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. As expectativas do governo brasileiro, que visava fechar o acordo antes da posse do novo presidente argentino, Javier Milei, crítico do Mercosul, foram abaladas.
Macron expressou sua posição após um encontro bilateral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Dubai, onde ambos participavam da COP 28, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas.
Sou contra o acordo Mercosul-UE, porque acho que é um acordo completamente contraditório com o que ele está fazendo no Brasil e com o que nós estamos fazendo, porque é um acordo que foi negociado há 20 anos, e que tentamos remendar”, afirmou Macro em uma coletiva de imprensa.
Ele argumentou que o acordo não beneficia ninguém, já que não seria justo exigir que os agricultores e indústrias francesas se empenhem na redução das emissões de carbono, ao mesmo tempo em que as tarifas são eliminadas para a importação de produtos que não seguem as mesmas normas ambientais.
Devemos pensar num acordo que seja muito mais geoestratégico, muito mais consistente com as nossas estratégias e não mexer num acordo à moda antiga. É por isso que não sou a favor deste acordo. Porque hoje não sei como explicar este acordo a um agricultor, a um produtor de aço, a um fabricante de cimento francês ou europeu”, afirmou.
Após a declaração de Macron, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi questionado e segundo informações do portal CNN, ele expressou compreensão em relação à posição da França, destacando o histórico protecionista do país europeu. No entanto, Lula observou que a União Europeia não compartilha dessa mesma perspectiva.
Desde 1999, estão em andamento as negociações desse acordo, que envolve 31 países. Esse acordo planeja fazer com que seja mais barato ou até sem custos pagar impostos ao importar coisas feitas nos dois grupos de países. Além disso, para que o acordo de livre comércio entre em vigor, é necessário que seja aprovado pelos parlamentos de todos os países envolvidos, tanto da União Europeia quanto do Mercosul.
Leia também

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Memes por Endrick viram fenômeno mundial e colocam Ancelotti no centro das brincadeiras da Copa

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

MP solicita contratos de Neymar e Virginia com Blaze em investigação sobre publicidade de apostas

O lugar a que pertencemos

Por que Ricardo Gontijo se tornou um dos empresários mais controversos da construção civil

Ex-jogador Leandro Guerreiro é preso por dívida de pensão alimentícia em São Paulo

Hapvida inaugura novo Centro de Pesquisa Clínica e reforça aposta na inovação em saúde

Em depoimento, Bolsonaro diz que não podia ficar desarmado durante prisão domiciliar: “três mulheres em casa”

Enel investe R$ 2,9 milhões em eficiência energética no TRE de São Paulo