Ex-presidente teve bons e péssimos índices durante a sabatina

Mateus Omena Publicado em 26/08/2022, às 11h39
A sabatina do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Jornal Nacional (TV Globo) na noite de quinta-feira (25) deu o que falar nas redes sociais, entre apoiadores e críticos, alcançando 15 milhões de pessoas com postagens sobre a entrevista, segundo a Quaest Consultoria.
De acordo com o levantamento feito pela instituto, Lula teve a melhor media de alcance e o número supera as pontuações de Jair Bolsonaro (PL) e Ciro Gomes (PDT), também candidatos à presidência nas Eleições 2022.
Bolsonaro, entrevistado por William Bonner e Renata Vasconcellos na segunda-feira (22) e Ciro Gomes, na terça-feira (23), registraram 9 milhões e 2 milhões de interações nas redes sociais, respectivamente.

De acordo com o diretor da Quaest Felipe Nunes, na média Lula obteve 48% de menções positivas, contra 52% de menções negativas considerando todo o período da entrevista. No entanto, o petista foi pior que Ciro (54% menções positivas) e melhor que Bolsonaro (35% menções positivas).
O estudo indicou que Lula obteve os melhores resultados em três momentos: quando defendeu as medidas anti-corrupção no seu governo e a apuração dos erros de qualquer pessoa; defesa da aliança com Geraldo Alckmin (PSB); e quando defendeu que política não é lugar de ódio.

Por outro lado, a Quaest mostrou que os três momentos em que o ex-presidente teve os piores resultados foram: quando não respondeu sobre a lista tríplice; quando atacou Bolsonaro o chamando de "Bobo da Corte"; e quando disse que a solução para o orçamento secreto é conversar com os deputados.
Os termos mais citados pelas pessoas que comentaram a entrevista de Lula foram 'bobo da corte', 'orçamento secreto' e 'combate 'à corrupção'.

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