Presidente aponta para necessidade de controle rígido dos preços e reafirma compromisso com a exploração responsável do petróleo

Lívia Gennari Publicado em 05/07/2025, às 19h10
Durante evento realizado pela Petrobras na última sexta-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou a importância de uma fiscalização rigorosa para evitar que postos de combustível cobrem preços abusivos na venda de gasolina e diesel. O petista afirmou que, enquanto isso acontece, quem acaba pagando a conta é o consumidor.
O evento marcou o anúncio de investimentos da Petrobras no setor de refino e petroquímico no Rio de Janeiro, com foco na Refinaria Duque de Caxias (Reduc) e no Complexo de Energias Boaventura. No total, a estatal vai investir R$ 33 bilhões para ampliar a capacidade e modernizar as instalações.
Durante a cerimônia, Lula destacou a importância da fiscalização dos preços dos combustíveis em todo território nacional. Na ocasião, Lula ressaltou que o preço do diesel e da gasolina está atualmente mais baixo do que no início do seu terceiro mandato, em janeiro de 2023. No entanto, ele criticou que os descontos anunciados pela estatal muitas vezes não chegam ao consumidor final.
“A Petrobras anuncia um desconto de um centavo, e ele não chega para o consumidor. A Petrobras anuncia tanto desconto no óleo diesel, e ele não chega no consumidor. Se não houver fiscalização, seremos tratados como um bando de imbecis, que decidimos as coisas, e elas não acontecem” afirmou Lula.
O presidente reforçou que é fundamental que órgãos de fiscalização, como a Polícia Federal, atuem para garantir que os preços cobrados sejam justos.
Preservação e petróleo
Durante o evento, Lula reforçou o compromisso com a exploração responsável do petróleo brasileiro.
Lula ressaltou a importância de explorar o petróleo de maneira responsável, garantindo a preservação ambiental, mas sem renunciar à riqueza do país. O presidente reafirmou que a Petrobras continuará avançando no desenvolvimento do setor.
Em maio, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aprovou o plano de prevenção a emergências da Petrobras, etapa crucial para a obtenção da licença ambiental que permitirá a exploração na Margem Equatorial — região costeira entre o Amapá e o Rio Grande do Norte, considerada a nova fronteira para a produção de petróleo e gás no Brasil.
O compromisso do governo com a fiscalização dos preços dos combustíveis e a exploração responsável do petróleo reforça a busca por um equilíbrio entre desenvolvimento econômico, proteção ambiental e defesa do consumidor. Com os investimentos anunciados e a atuação firme nos órgãos reguladores, a expectativa é garantir benefícios reais para a população brasileira, evitando abusos e promovendo a sustentabilidade do setor energético nacional.
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