O presidente participou da cerimônia de posse de Enio Verri na liderança da Itaipu Binaciona

Mateus Omena Publicado em 16/03/2023, às 18h18
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da cerimônia de posse de Enio Verri da diretoria-geral brasileira de Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR), nesta quinta-feira (16).
Durante o evento, o petista defendeu o fortalecimento do Mercosul (organização de acordos políticos e econômicos entre Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai). Além da reorganização da Unasul, o aprimoramento da política de relações externas brasileiras e iniciativas do Brasil para ajudar os países vizinhos em crescimento econômico.
Para Lula, um país de dimensão continental como o Brasil precisa combinar crescimento econômico com avanço social de seus parceiros.
“Não é possível a gente imaginar um país rico cercado de países pobres de todos os lados. O Brasil, como irmão maior dos países da América do Sul, tem que ter a responsabilidade de fazer com que os outros países cresçam conosco para que a gente viva num continente de paz e de tranquilidade e que a gente nunca mais repita o gesto ignorante de uma guerra”.
Durante o evento, que contou também com a presença do presidente do Paraguai, Mário Abdo Benítez, Lula apontou para o acordo bilateral em torno de Itaipu e afirmou que a repactuação do tratado que rege as relações entre os países será feita de forma satisfatória para os dois lados, para o desenvolvimento e manutenção da relação harmoniosa na região.
“Tenho certeza de que iremos fazer um tratado que leve em conta a realidade dos dois países e que leve em conta o respeito que o Brasil tem que ter por seu aliado, o nosso querido Paraguai”, afirmou, destacando que a parceria é um acordo civilizatório, e que provou ser possível fazer tratados binacionais para que todos os envolvidos ganhem. “Será muito benéfico para manutenção do desenvolvimento do Paraguai, do Brasil e para essa relação cordial entre o povo brasileiro e o do Paraguai”.
Lula reforçou também que o papel de Itaipu transcende a geração de energia, porque, segundo o presidente, pode impulsionar o crescimento e a redução das desigualdades não apenas na região onde a usina está instalada, mas em todo o Brasil.
“Itaipu precisa ter em conta que precisa contribuir para o desenvolvimento tanto do Brasil quanto do Paraguai. Não é apenas vender energia. Um pouco do dinheiro que a empresa recebe precisa compartilhar com a sociedade, para que a sociedade receba os benefícios que tem de receber”.
De acordo com Lula, a água vertida da usina pode ser usada para produção de hidrogênio verde e para gerar mais riquezas.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre da Silveira, também indicou para o potencial de a água vertida de Itaipu ser usada para geração de hidrogênio verde.
Para ele, a reconstrução do Brasil está em curso e os resultados já começaram a aparecer. Silveira destacou também o simbolismo da empresa para a segurança energética do país e para a geração de emprego e renda, além de energia limpa.
Já o novo diretor-geral da estatal exaltou o papel estratégico da empresa para o desenvolvimento e para a produção de energia limpa e renovável. Segundo ele, a estatal voltará a colaborar com programas sociais do Governo Federal.
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