Após decisão do TSE, partido evita risco jurídico em candidatura e passa a discutir alternativas, enquanto nome de Felipe Curi ganha força nos bastidores

Ana Beatriz Publicado em 26/03/2026, às 11h19
A inelegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, determinada pelo TSE até 2030, provocou uma reconfiguração no cenário político fluminense e acirrou a disputa entre partidos da direita para as eleições ao Senado em 2026.
A decisão do TSE, que apontou abuso de poder nas eleições de 2022, levou o Partido Liberal a adotar uma postura cautelosa, considerando que lançar um candidato com pendências judiciais pode resultar em perda de vaga, mesmo após uma vitória nas urnas.
Enquanto Cláudio Castro ainda é visto como um ativo político relevante, o PP o convidou para se filiar, e o ex-secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, surge como alternativa viável, refletindo um ambiente de incerteza e disputas internas dentro do PL.
A condenação do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o tornou inelegível até 2030, provocou uma reconfiguração imediata no cenário político fluminense e acendeu uma disputa interna entre partidos da direita para a eleição ao Senado em 2026.
A decisão da Corte eleitoral, que apontou abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, levou a direção nacional do Partido Liberal (PL) a adotar uma postura mais cautelosa. Nos bastidores, a avaliação é de que lançar um candidato com pendências judiciais pode representar risco de perda da vaga mesmo após eventual vitória nas urnas.
Apesar de publicamente ainda defender a candidatura de Castro, dirigentes da legenda já discutem alternativas. O movimento interno reflete uma estratégia pragmática: manter o nome do ex-governador como prioridade oficial, mas estruturar um “plano B” diante das baixas chances de reversão da decisão judicial.
PP entra na disputa e tenta atrair Castro
Com o enfraquecimento da candidatura dentro do PL, o Partido Progressistas (PP) avançou e convidou Cláudio Castro para se filiar à sigla. A movimentação indica uma tentativa de reposicionamento político do ex-governador, que ainda busca viabilizar sua candidatura ao Senado, mesmo diante do cenário jurídico adverso.
A aproximação entre partidos mostra que, apesar da inelegibilidade, Castro ainda é visto como ativo político relevante, especialmente pelo capital eleitoral acumulado no estado.
Felipe Curi surge como principal alternativa
Paralelamente, o nome do ex-secretário de Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, ganhou força como possível substituto na disputa ao Senado.
Curi passou a ser considerado tanto pelo PL quanto pelo PP como uma alternativa viável para manter a competitividade eleitoral do campo político alinhado ao bolsonarismo. Segundo bastidores, o ex-secretário reúne características estratégicas:
A leitura interna é que sua candidatura poderia compensar a eventual ausência de Castro na disputa.
Disputa interna e “fogo amigo”
A inelegibilidade também gerou divisões dentro do próprio PL. Enquanto parte da legenda defende insistir na candidatura de Castro até o esgotamento dos recursos judiciais, outro grupo já trabalha abertamente com cenários alternativos.
Esse ambiente de incerteza tem alimentado o chamado “fogo amigo”, com disputas internas por espaço e influência na definição da chapa ao Senado.
Impacto no cenário político do Rio
A decisão do TSE e seus desdobramentos têm potencial de alterar significativamente o equilíbrio político no Rio de Janeiro.
Com a saída de Castro do governo e a inelegibilidade confirmada, o campo da direita passa por um processo de reorganização, enquanto outras forças políticas observam a oportunidade de disputar espaço.
Além disso, a eleição de 2026 terá peso estratégico nacional, já que envolve a renovação de cadeiras no Senado e pode influenciar diretamente a correlação de forças no Congresso.
Próximos passos
Cláudio Castro ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas aliados reconhecem que as chances de reversão são consideradas baixas.
Enquanto isso, partidos seguem articulando nomes e alianças, antecipando uma disputa que promete ser uma das mais competitivas do país.
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