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Justiça e política

Gabriel Monteiro afirma que acusadora mentiu e diz que perdeu quase quatro anos de vida

Ex-vereador do Rio de Janeiro publicou vídeo nas redes sociais alegando retratação judicial de denunciante; caso segue cercado de controvérsias e exige confirmação oficial das autoridades.

Gabriel Monteiro durante pronunciamento em vídeo nas redes sociais; ex-vereador afirma que acusadora se retratou judicialmente - Imagem: Reprodução
Gabriel Monteiro durante pronunciamento em vídeo nas redes sociais; ex-vereador afirma que acusadora se retratou judicialmente - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 17/04/2026, às 11h26


Gabriel Monteiro, ex-vereador do Rio de Janeiro, voltou a ser tema de debate público após afirmar em vídeo que a mulher que o denunciou admitiu ter mentido em tribunal, o que poderia impactar sua reputação e a percepção pública sobre o caso.

Ele alega que a denunciante firmou um acordo judicial para se retratar das acusações de crimes graves, incluindo estupro e lesão corporal, que resultaram em sua prisão e na perda de sua liberdade por quase quatro anos.

Embora Monteiro tenha feito essas declarações, a veracidade do acordo judicial ainda precisa ser confirmada por fontes oficiais, e especialistas alertam que retratações não encerram automaticamente investigações em casos de crimes graves.

O ex-vereador do Rio de Janeiro Gabriel Monteiro voltou ao centro do debate público após publicar um vídeo em suas redes sociais no qual afirma que a mulher responsável por sua denúncia teria admitido, em tribunal, que mentiu sobre as acusações feitas contra ele.

No pronunciamento, classificado por ele como “o vídeo mais importante” de sua vida, Monteiro declarou que a suposta vítima teria firmado um acordo judicial no qual se retrata integralmente das acusações. Entre os crimes mencionados pelo ex-parlamentar estão estupro, lesão corporal, crimes relacionados à lei de drogas e outras imputações que, segundo ele, resultaram em sua prisão e na destruição de sua reputação.

“Eu passei dois anos e meio preso e estou há mais de um ano com tornozeleira eletrônica. São quase quatro anos da minha vida perdidos”, afirmou.

Monteiro também disse que a denunciante teria feito o acordo para evitar condenação por diversos crimes, alegando que as acusações teriam sido falsas. No vídeo, ele ainda afirma que outras pessoas teriam procurado autoridades para admitir que mentiram em depoimentos contra ele, citando inclusive suposta pressão externa para forjar denúncias — afirmação grave que, até o momento, não possui confirmação pública oficial.

O caso envolvendo Gabriel Monteiro ganhou repercussão nacional desde 2022, quando vieram à tona denúncias de abuso sexual, exploração e outras irregularidades. À época, o então vereador teve o mandato cassado pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro e passou a responder judicialmente pelos crimes.

A fala recente, no entanto, ainda depende de confirmação por fontes oficiais do Judiciário e do Ministério Público. Até o momento, não há divulgação pública detalhada sobre eventual acordo judicial nos termos citados por Monteiro.

Especialistas em direito ressaltam que retratações em processos desse tipo não necessariamente encerram automaticamente as investigações, especialmente em casos envolvendo crimes graves, que podem seguir sendo apurados independentemente da vontade das partes.

O episódio reacende o debate sobre o impacto de denúncias públicas, o papel da Justiça na apuração de crimes sensíveis e as consequências sociais e jurídicas tanto para acusados quanto para denunciantes.


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