Senador comparou o caso ao Mensalão e à Lava Jato, criticou o governo Lula e pediu a convocação de empresários envolvidos

Redação Publicado em 21/05/2026, às 15h08
O senador Flávio Bolsonaro defendeu nesta quinta-feira (21), a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. Durante sessão do Congresso Nacional que analisava vetos presidenciais, o parlamentar solicitou ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre, a leitura do requerimento de instalação da comissão.
Pré-candidato à Presidência da República, Flávio afirmou que a abertura da CPMI é “mais necessária do que nunca” e disse que pretende convocar o banqueiro Daniel Vorcaro e o empresário Augusto Lima para prestar depoimento ao colegiado. Segundo o senador, ambos deveriam esclarecer relações mantidas com diferentes figuras públicas e políticas.
Eu quero Daniel Vorcaro e Augusto Lima sentados naquela CPMI, falando qual é a relação que eles tinham com Flávio Bolsonaro, e também qual é a relação que eles tinham com o Lula, qual é a relação que eles tinham com Alexandre de Moraes. Porque eu não tenho nada a temer. Eu não tenho nada a esconder. Estou desafiando a esquerda brasileira", declarou o senador.
No discurso, o parlamentar também comparou o caso envolvendo o Banco Master a escândalos como o Mensalão e a Operação Lava Jato, além de associar o tema a outras investigações recentes no cenário político nacional.
Conversas com Vorcaro
A manifestação ocorreu após reportagem publicada pelo site The Intercept Brasil revelar mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Segundo a publicação, o senador teria solicitado recursos para financiar o filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao comentar o assunto, Flávio defendeu a legalidade do investimento privado na produção cinematográficae afirmou que, à época, não existia qualquer fato que comprometesse a conduta do empresário citado. O senador usou o episódio para rebater críticas e reforçar o pedido de instalação da CPMI.
Durante a fala, o parlamentar também direcionou críticas à Polícia Federal, alegando, sem apresentar provas, que a corporação estaria sofrendo interferência política. Ele mencionou mudanças em investigações relacionadas ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que situações semelhantes teriam provocado maior reação pública caso ocorressem durante o governo Bolsonaro.
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