O ministro Flávio Dino determinou que o discurso fosse analisado pela PF

Nathalia Jesus Publicado em 10/07/2023, às 11h19
Flávio Dino, ministro da Justiça e da Segurança Pública, afirmou nesta segunda-feira (10) que determinou que a Polícia Federal (PF) analise e investigue os discursos do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em um ato armamentista em Brasília no último domingo (09).
"Objetivo é identificar indícios de eventuais crimes, notadamente incitações ou apologias a atos criminosos", escreveu Dino nas redes sociais.
Determinei à Polícia Federal que faça análise dos discursos proferidos neste domingo em ato armamentista, realizado em Brasília. Objetivo é identificar indícios de eventuais crimes, notadamente incitações ou apologias a atos criminosos.
— Flávio Dino 🇧🇷 (@FlavioDino) July 10, 2023
O vídeo do discurso de Eduardo Bolsonaro causou polêmica nas redes sociais após ele fazer uma comparação entre "professores doutrinadores" e traficantes de drogas.
"Não tem diferença de um professor doutrinador para um traficante de drogas que tenta sequestrar e levar os nosso filhos para o mundo do crime. Talvez até o professor doutrinador seja ainda pior", disse o deputado na ocasião.
“Não tem diferença de um professor doutrinador para um traficante de drogas”
— Tabata Amaral (@tabataamaralsp) July 10, 2023
Essa fala de Eduardo Bolsonaro deixa clara sua ignorância e mau-caratismo. São falas como essa que contribuem para que o Brasil seja um dos países que menos valoriza seus professores. Nojento! pic.twitter.com/GIH6uhp4uT
A fala foi condenada por diversos deputados de oposição. Guilherme Boulos (PSOL-SP) afirmou que vai entrar com uma representação contra Eduardo no Conselho de Ética da Câmara. "Esse insulto a todos os professores brasileiros não pode ficar impune", escreveu.
O discurso aconteceu em ato do grupo "Pró Armas", que defende a flexibilização do porte e da posse de armas para cidadãos comuns, na Esplanada dos Ministérios, próximo à sede do Congresso Nacional, segundo informações do UOL.
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