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STF

Deputada Carla Zambelli é incluída na lista de difusão vermelha da Interpol

Zambelli se encontra na Itália após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina

Zambelli se encontra na Itália após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina - Imagem: Reprodução / Agência Brasil
Zambelli se encontra na Itália após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina - Imagem: Reprodução / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 05/06/2025, às 18h22


A deputada federal Carla Zambelli, do PL de São Paulo, teve seu nome inserido na lista de difusão vermelha da Interpol, o que a torna passível de prisão fora do Brasil. Essa ação foi motivada por um pedido da Polícia Federal e aprovada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Essa medida ocorre após a parlamentar ter deixado o país, pouco tempo depois de ser condenada a uma pena de 10 anos de reclusão. Sua condenação está relacionada à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à inserção de documentos falsos, incluindo um mandado de prisão forjado contra o próprio ministro Moraes no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP).

Conforme informações divulgadas pelo blog da jornalista Natuza Nery, Zambelli se encontra na Itália. Fontes confirmaram que a deputada chegou a Roma na manhã desta quinta-feira (5), antes que seu nome fosse adicionado à lista da Interpol. A saída do Brasil ocorreu pela fronteira com a Argentina, na região de Foz do Iguaçu.

No dia anterior, quarta-feira (4), a assessoria da deputada havia indicado que ela estava na Flórida, nos Estados Unidos. Na mesma data, o ministro Alexandre de Moraes atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e determinou a prisão preventiva da parlamentar.

Em resposta à decisão judicial, Zambelli manifestou sua indignação em nota oficial, criticando o fato de Moraes ter agido "monocraticamente", ou seja, sem levar a questão para deliberação em plenário. Ela afirmou: "Denunciarei esse abuso, essa perseguição e essa escalada autoritária em todos os fóruns internacionais possíveis. O mundo precisa saber que, no Brasil, ministros do Supremo agem como imperadores, atropelando leis, calando vozes e destruindo famílias. Essa perseguição política está apenas começando a ser exposta".


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