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JUSTIÇA

Moraes reage e abre nova investigação contra Zambelli por ameaças à Justiça

O Supremo Tribunal Federal instaurou inquérito para investigar a deputada Carla Zambelli por supostos crimes de coação e obstrução de investigações

Inquérito busca entender se Zambelli utilizou sua cidadania italiana para escapar de condenações - Imagem gerada por IA
Inquérito busca entender se Zambelli utilizou sua cidadania italiana para escapar de condenações - Imagem gerada por IA

William Oliveira Publicado em 05/06/2025, às 09h29


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou nesta quarta-feira (4) a instauração de um inquérito para investigar a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) por supostos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigações ligadas a organizações criminosas.

A decisão decorre de declarações feitas por Zambelli após deixar o Brasil. Em entrevistas, ela afirmou que dificultaria o cumprimento da sentença que resultou em sua condenação a 10 anos de prisão. A parlamentar se declarou “intocável” na Itália e disse que pretende denunciar o ministro Moraes a tribunais internacionais.

Zambelli foi recentemente condenada por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica. A nova apuração busca entender se a deputada usou sua cidadania italiana como estratégia para escapar das consequências legais no Brasil.

Diante das novas revelações, Moraes determinou que a Polícia Federal colha depoimentos da parlamentar, o que poderá ocorrer por meio eletrônico, considerando que ela está fora do país. O ministro também autorizou a PF a monitorar e arquivar conteúdos publicados nas redes sociais de Zambelli e de pessoas próximas a ela.

No campo financeiro, Moraes requisitou ao Banco Central informações detalhadas sobre todas as transferências realizadas via Pix para a deputada nos últimos 30 dias. O prazo estabelecido para a entrega dos dados é de 10 dias.

A decisão ressalta que Zambelli continua praticando condutas consideradas criminosas e utiliza suas redes sociais para atacar as instituições democráticas. As declarações desacreditando o sistema eleitoral e questionando a integridade das urnas eletrônicas também foram levadas em conta na abertura do novo inquérito.

O processo, que tramita sob sigilo, foi encaminhado à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR) para as providências cabíveis.


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