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CPI quebra sigilo de Lulinha

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e sessão termina em tumulto

Parlamentares governistas e oposicionistas protagonizam empurra-empurra após decisão que mira filho do presidente

Defesa de Lulinha e Palácio do Planalto ainda não comentaram a decisão da CPMI sobre a quebra de sigilo - Imagem: Reprodução
Defesa de Lulinha e Palácio do Planalto ainda não comentaram a decisão da CPMI sobre a quebra de sigilo - Imagem: Reprodução

Letícia Sales Publicado em 26/02/2026, às 12h04


A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão foi tomada sob forte tensão e terminou em tumulto no plenário. Logo após a votação, parlamentares governistas se aproximaram da mesa diretora para contestar o resultado, o que gerou empurra-empurra e troca de acusações. Alguns deputados precisaram ser contidos por colegas para evitar agressões.

Entre os envolvidos na confusão estavam o deputado Rogério Correia (PT-MG), o relator da comissão Alfredo Gaspar (União-AL), além de Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ).

Lulinha passou a ser alvo da oposição após reportagens indicarem que ele teria recebido recursos de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Segundo o relator, a quebra de sigilo é necessária diante da suspeita de que o filho do presidente teria atuado como “sócio oculto” do empresário.

De acordo com Alfredo Gaspar, mensagens interceptadas indicariam que Antônio Camilo, ao ser questionado sobre um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger, respondeu que o valor seria para “o filho do rapaz”, em referência ao presidente.

A comissão também aprovou requerimentos para a quebra de sigilo bancário e fiscal do Banco Master, além da convocação do ex-CEO da instituição, Augusto Ferreira Lima.

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva ainda não se manifestou sobre a decisão da CPMI. O Palácio do Planalto também não comentou o episódio até a última atualização desta reportagem.


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