Outros países, como Canadá e União Europeia, também reagiram às tarifas, prometendo respostas firmes e proporcionais

por Marina Milani
Publicado em 11/02/2025, às 21h15
Nesta terça-feira (11), o Governo Federal do Brasil reafirmou sua posição contrária à promoção de guerras comerciais, em resposta às tarifas que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs às importações de aço. Em declarações feitas após um evento em Brasília, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, ressaltou que "o Brasil não estimula e não entrará em nenhuma guerra comercial".
O Brasil ocupa a posição de segundo maior fornecedor de aço aos Estados Unidos, logo atrás do Canadá. Padilha destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre deixou claro que "guerra comercial não faz bem para ninguém". A imposição de tarifas alfandegárias de 25% sobre as importações de aço e alumínio, anunciada por Trump para entrar em vigor no dia 12 de março, foi uma medida sem exceções ou isenções.
Esse aumento tarifário deverá impactar significativamente as exportações brasileiras. Dados do Instituto Aço Brasil indicam que, entre janeiro e setembro de 2024, 62% das exportações brasileiras de aço tiveram como destino os Estados Unidos. As informações apontam que a medida pode prejudicar gravemente o setor siderúrgico brasileiro.
As declarações do ministro Padilha contrastam com as afirmações feitas anteriormente pelo próprio presidente Lula, que, no final de janeiro, havia mencionado a possibilidade de "reciprocidade" caso houvesse tarifas sobre produtos brasileiros. "Se ele taxar os produtos brasileiros, haverá reciprocidade do Brasil em taxar os produtos que são exportados dos Estados Unidos", declarou Lula na ocasião.
Em uma mudança de tom nesta terça-feira, Padilha afirmou que o Brasil sempre será favorável ao fortalecimento do livre comércio. Enquanto isso, outros países também reagem: o Canadá anunciou que responderá de forma "firme e clara" às tarifas impostas por Trump. O México, terceiro maior fornecedor de aço aos EUA, expressou preocupação com as consequências da medida sobre a integração comercial na América do Norte.
A União Europeia também se manifestou, afirmando que tomará medidas "firmes e proporcionais" em resposta às tarifas. Os Estados Unidos representam o segundo maior mercado para os exportadores europeus, correspondendo a 16% do total das suas exportações em 2024.
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