Diário de São Paulo
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Terremoto atinge novamente a Venezuela cinco dias após tragédia que deixou mais de 1,7 mil mortos

Novo abalo de magnitude 4,6 voltou a atingir Caracas e La Guaira, cidades devastadas pelos terremotos da última quarta-feira

Equipes de resgate seguem entre os escombros em busca de sobreviventes e desaparecidos - Imagem: Reprodução
Equipes de resgate seguem entre os escombros em busca de sobreviventes e desaparecidos - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 29/06/2026, às 17h30


A Venezuela voltou a registrar atividade sísmica na manhã desta segunda-feira (29), cinco dias após os terremotos que provocaram uma das maiores tragédias da história recente do país. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o novo abalo teve magnitude 4,6 e ocorreu por volta das 7h no horário local (8h em Brasília), com epicentro localizado a cerca de 27 quilômetros ao norte de Caraballeda e profundidade de 10 quilômetros.

O tremor foi sentido principalmente em Caracas e na cidade costeira de La Guaira, duas das áreas mais atingidas pelos fortes terremotos registrados na última quarta-feira (24).

As equipes de resgate seguem trabalhando nas regiões afetadas pela sequência de terremotos da semana passada. Em atualização divulgada pelo governo venezuelano na tarde desta segunda, o número de mortes subiu para 1.719. O balanço oficial também contabiliza 5.034 feridos, 15.866 pessoas desalojadas e mais de 22 mil atendimentos hospitalares relacionados à tragédia.

Os impactos sobre a infraestrutura também foram severos. De acordo com as autoridades, 774 edifícios sofreram desabamentos parciais, enquanto outros 189 ficaram completamente destruídos. Os números ainda são considerados provisórios e podem aumentar à medida que as buscas avançam.

Os dois terremotos que atingiram o norte da Venezuela na quarta-feira foram os mais intensos registrados no país em mais de um século, deixando um rastro de destruição na capital e em municípios vizinhos. A Organização Internacional para as Migrações (OIM), ligada à ONU, estima que mais de 6 milhões de pessoas tenham sido afetadas pela tragédia e projeta que cerca de 50 mil pessoas ainda possam estar desaparecidas.