Ministro do STF seguiu parecer da Procuradoria-Geral da República, que considerou não haver provas suficientes para denunciar André Fernandes e Sílvia Waiãpi.

Redação Publicado em 29/06/2026, às 11h55
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, arquivou as investigações contra os deputados André Fernandes e Sílvia Waiãpi por suposta incitação aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, após a Procuradoria-Geral da República concluir que não havia provas suficientes para uma denúncia.
As investigações foram iniciadas devido a postagens nas redes sociais dos parlamentares que, segundo a Polícia Federal, poderiam indicar incitação a crimes, mas a PGR argumentou que as mensagens eram genéricas e não incentivavam diretamente atos violentos.
Com a decisão do STF, os procedimentos foram encerrados e não haverá acusações formais contra Fernandes e Waiãpi, refletindo uma avaliação de que suas manifestações não tinham potencial concreto para influenciar as invasões em Brasília.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou o arquivamento das investigações contra o deputado federal André Fernandes (PL-CE) e a ex-deputada federal Sílvia Waiãpi (PL-AP) por suposta incitação aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
A decisão foi tomada após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu não existirem elementos suficientes para o oferecimento de denúncia criminal contra os parlamentares.
Ao acolher o parecer do Ministério Público, Moraes destacou que, diante do pedido formal de arquivamento apresentado pela PGR, não havia fundamento jurídico para a continuidade das investigações.
"Tendo o Ministério Público requerido o arquivamento no prazo legal (...), acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e defiro o arquivamento desta investigação", escreveu o ministro na decisão.
As investigações tiveram início após publicações feitas pelos parlamentares nas redes sociais relacionadas às manifestações que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.
No caso de André Fernandes, a Polícia Federal apontava indícios de crime de incitação após o parlamentar divulgar, dois dias antes dos atos, uma convocação para manifestações na Praça dos Três Poderes.
"Neste fim de semana, acontecerá, na Praça dos Três Poderes, o primeiro ato contra o governo Lula. Estaremos lá!", escreveu o deputado na ocasião.
Já Sílvia Waiãpi havia publicado durante os acontecimentos uma mensagem afirmando: "Povo toma a Esplanada dos Ministérios nesse domingo! Tomada de poder pelo povo brasileiro insatisfeito com o governo vermelho".
Apesar do entendimento da Polícia Federal de que as postagens poderiam configurar crime de incitação, a Procuradoria-Geral da República avaliou que as manifestações não continham incentivo direto à prática de atos criminosos.
Segundo a PGR, as publicações faziam referência genérica à realização de protestos políticos e não possuíam potencial concreto para influenciar ou determinar as invasões registradas em Brasília.
No caso específico de Sílvia Waiãpi, a Procuradoria ressaltou ainda que o vídeo divulgado pela então parlamentar apenas reproduzia conteúdo que já circulava amplamente nas redes sociais quando os ataques já haviam começado.
Com a decisão do STF, os dois procedimentos foram encerrados e não haverá apresentação de denúncia criminal contra os investigados.
Leia também

Honor prepara celular com câmera robótica que segue pessoas e gira quase 360 graus

Receita Federal abre consulta ao 3º lote de restituição do Imposto de Renda nesta sexta-feira

Vini Jr. surpreende ao revelar novo visual após procedimento estético facial

Trivia Trens registra primeiras falhas na Linha 12-Safira no segundo dia de operação

Quem era Michele Leão Azevedo, capitã da PM morta em Belo Horizonte

Quem era Michele Leão Azevedo, capitã da PM morta em Belo Horizonte

Fãs protestam e pedem liberdade de Deolane na Avenida Paulista

Polícia fecha açougue no RJ que vendia pombos vivos

Lula volta a citar enforcamento de traidores e eleva confronto com Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro lança o “Tesouraço” e endurece discurso contra Lula