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Defesa e tecnologia

Brasil apresenta primeiro caça supersônico Gripen produzido no país e avança na modernização da FAB

Aeronave F-39E foi apresentada em Gavião Peixoto com presença de Lula e marca avanço estratégico com transferência de tecnologia e produção nacional

Primeiro caça supersônico F-39E Gripen produzido no Brasil é apresentado em Gavião Peixoto com presença de autoridades - Imagem: Sgt Johnson/Força Aérea Brasileira
Primeiro caça supersônico F-39E Gripen produzido no Brasil é apresentado em Gavião Peixoto com presença de autoridades - Imagem: Sgt Johnson/Força Aérea Brasileira

Ana Beatriz Publicado em 25/03/2026, às 13h42


O Brasil apresentou o primeiro caça F-39E Gripen produzido nacionalmente, marcando um avanço significativo na capacidade militar e tecnológica do país, com a presença do presidente Lula e outras autoridades. Este evento simboliza a modernização da Força Aérea Brasileira, que busca substituir aeronaves antigas e elevar seu padrão operacional.

O caça é resultado de uma parceria entre a Embraer e a sueca Saab, com um investimento de cerca de US$ 4 bilhões para a aquisição de 36 aeronaves. O programa destaca a transferência de tecnologia, permitindo a participação de engenheiros brasileiros no desenvolvimento e produção, além de fortalecer a indústria de defesa local.

O F-39E Gripen, com alta capacidade de combate e integração em cenários de guerra eletrônica, substituirá os obsoletos caças F-5 da FAB. A incorporação do Gripen não apenas melhora a defesa nacional, mas também impulsiona a economia e a inovação tecnológica no Brasil.

O Brasil deu um passo relevante no fortalecimento de sua capacidade militar e tecnológica com a apresentação do primeiro caça supersônico F-39E Gripen produzido em território nacional. A aeronave foi exibida nesta quarta-feira no aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, em cerimônia que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro da Defesa José Múcio.

Durante o evento, o presidente participou do batismo simbólico da aeronave, marco que representa não apenas a entrega de um equipamento militar, mas também o avanço do Brasil no domínio de tecnologias estratégicas de defesa. O F-39E Gripen integra o programa de modernização da Força Aérea Brasileira (FAB), que busca substituir aeronaves antigas e elevar o padrão operacional do país.

O caça é fruto de uma parceria entre a empresa brasileira Embraer e a sueca Saab, responsável pelo projeto original do Gripen. O acordo firmado em 2014 prevê a aquisição de 36 aeronaves pelo Brasil, com investimento estimado em cerca de US$ 4 bilhões, equivalente a mais de R$ 21 bilhões.

Apresentação do Caça F-39 Gripen na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e autoridades - Imagem: Canal Gov

Transferência de tecnologia e produção nacional

Um dos principais diferenciais do programa Gripen no Brasil é a transferência de tecnologia. Diferentemente de compras militares tradicionais, o acordo prevê a participação direta de engenheiros brasileiros no desenvolvimento e na produção das aeronaves.

Parte dos caças será fabricada no país, com envolvimento da Embraer e de centros de engenharia nacionais, consolidando um avanço na indústria de defesa brasileira. O projeto também contribui para a formação de mão de obra especializada e para o fortalecimento da cadeia tecnológica do setor aeroespacial.

A unidade de Gavião Peixoto, considerada uma das maiores pistas de testes da América Latina, tornou-se o principal polo de desenvolvimento do Gripen no Brasil.

Capacidade operacional e tecnologia avançada

O F-39E Gripen é classificado como um caça de última geração, equipado com sistemas avançados de combate, sensores modernos e alta capacidade de integração em cenários de guerra eletrônica.

Entre as principais características da aeronave estão:

  • velocidade máxima de até 2,4 mil km/h, equivalente a cerca de duas vezes a velocidade do som
  • autonomia de voo de aproximadamente duas horas e meia
  • capacidade de reabastecimento em pleno ar, ampliando o alcance das missões
    sistemas digitais avançados de radar e combate

O modelo foi projetado para atuar em diferentes cenários, incluindo defesa aérea, ataque ao solo e operações de reconhecimento.

Substituição de frota antiga

O Gripen chega para substituir os caças F-5, de origem americana, que estavam em operação há décadas na FAB. Considerados obsoletos diante das novas demandas tecnológicas e estratégicas, esses modelos vinham sendo gradualmente retirados de serviço.

Com a entrada do F-39E, o Brasil passa a contar com uma plataforma mais moderna, capaz de atender às exigências atuais de defesa e vigilância do espaço aéreo.

Impacto estratégico

Especialistas apontam que a incorporação do Gripen representa um avanço significativo na soberania nacional, especialmente pela capacidade de produção local e pelo acesso a tecnologias sensíveis.

Além do aspecto militar, o programa também tem impacto econômico e industrial, estimulando inovação, geração de empregos qualificados e integração com o setor tecnológico.

O projeto é considerado um dos mais importantes da história recente da indústria de defesa brasileira.


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