Ex-presidente apresentou melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, segundo boletim médico divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Hospital DF Star

William Oliveira Publicado em 16/03/2026, às 12h20
Um boletim médico divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Hospital DF Star informou que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas. Segundo a unidade de saúde, houve recuperação da função renal e melhora parcial dos marcadores inflamatórios.
Apesar da evolução no quadro, Bolsonaro segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e ainda não há previsão de alta.
O ex-presidente foi hospitalizado na manhã de sexta-feira (13) após apresentar um quadro de pneumonia bacteriana causada por broncoaspiração. Ele passou mal e precisou ser levado ao hospital para atendimento médico.
De acordo com a equipe médica, a redução parcial dos marcadores inflamatórios indica que o organismo está respondendo de forma positiva ao tratamento com antibióticos. O hospital informou ainda que Bolsonaro continua recebendo suporte clínico intensivo, além de sessões de fisioterapia respiratória e motora.
Não é a primeira vez que o ex-presidente enfrenta problemas de saúde desde que passou a cumprir prisão. Em setembro do ano passado, quando ainda estava em prisão domiciliar, Bolsonaro precisou de atendimento médico após apresentar vômitos, tontura e queda da pressão arterial.
Já em janeiro deste ano, enquanto estava detido na Superintendência da Polícia Federal, ele foi levado ao hospital após passar mal e bater a cabeça em um móvel dentro da cela.
No mesmo mês, Bolsonaro foi transferido para a unidade conhecida como Papudinha, a pedido da defesa. O local conta com estrutura adaptada, incluindo assistência médica 24 horas, fisioterapia, barras de apoio na cama e suporte de enfermagem.
Mesmo após a transferência, os advogados do ex-presidente apresentaram novos pedidos para que ele cumprisse prisão domiciliar, alegando fragilidade em seu estado de saúde. No entanto, as solicitações foram negadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Uma junta médica da Polícia Federal avaliou o quadro de Bolsonaro e concluiu que, apesar da necessidade de acompanhamento médico, ele possui condições de permanecer na unidade prisional.
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