O político publicou um vídeo em sua conta do Instagram nesta quinta-feira (8)

Vitória Tedeschi Publicado em 08/12/2022, às 17h09
Após viralizar em uma foto com drogas nesta semana (veja na imagem em destaque), o deputado federal eleito, Zé Trovão, que mora em Joinville, no Norte de Santa Catarina, se manifestou sobre o assunto nesta quinta-feira (8).
Em um vídeo publicado na sua conta do Instagram, ele não explicou o que eram as três fileiras de um pó branco e outras substâncias que apareceram na imagem polêmica, mas afirmou já ter sido dependente químico.
"Hoje, no auge dos meus 34 anos, carrego consequências de coisas que fiz ainda na juventude. Hoje estou me expondo pra dizer a todos que já fui dependente químico, mas venci isso. Nunca julgue uma pessoa pelos erros passados", contou. A foto, segundo ele, foi feita entre 2017 e 2018.
O deputado ainda afirmou que a foto não representa mais o que ele é hoje e que ela representa uma fase de sua vida que tenta esquecer todos os dias.
Não me orgulho nem um pouco de um dia ter passado por essa situação", lamentou.
A imagem começou a circular nas redes sociais depois que o deputado federal foi internado às pressas em um hospital de Brasília, após passar mal com indícios de início de infarto, na última terça-feira (6).
Na ocasião, sentia fortes dores no peito e formigamento, o que seria um possível princípio de infarto, segundo a assessoria do político. Um dia depois, na quarta (7), Zé Trovão usou as redes sociais para informar que estava bem e que recebeu alta após ser medicado.
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Marcos Antônio Pereira Gomes, mais conhecido como Zé Trovão, ganhou as manchetes ao liderar a manifestação de caminhoneiros à favor do atual presidente Jair Bolsonaro (PL) em pelo menos 15 estado do Brasil.
Nascido em São Paulo, viva em Santa Catarina. Ele é caminhoneiro e chegou a participar da paralisação da categoria em 2018, mas sem papel de liderança na ocasião. O deputado foi eleito em outubro pela primeira vez para o cargo. Recebeu 71.140 votos, sendo um dos seis deputados federais eleitos pelo PL no estado.
Investigado no inquérito que apura atos antidemocráticos, foi preso em outubro de 2021 após ter a prisão preventiva decretada por descumprir ordens judiciais.
À época, se apresentou à Polícia Federal em Joinville. Antes disso, porém, saiu do país e ficou cerca de dois meses foragido. Depois foi liberado mediante uso de tornozeleira eletrônica.
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