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Intoxicação

Tragédia em SP: mãe e filha morrem depois de comer bolo envenenado

Família recebeu bolo levado por um parente; Polícia Civil investiga origem e composição do alimento

Investigação ativa sobre morte de Ana e Larissa após festa; celulares apreendidos para análise de dados relevantes ao caso - Imagem: Reprodução/Redes Sociais
Investigação ativa sobre morte de Ana e Larissa após festa; celulares apreendidos para análise de dados relevantes ao caso - Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Gabriela Nogueira Publicado em 14/10/2025, às 18h37


O caso trágico que resultou na morte de uma mãe e sua filha após o consumo de bolo em uma festa de aniversário no bairro do Ipiranga, localizado na Zona Sul de São Paulo, está sob investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), conforme informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

A situação ocorreu nos dias 8 e 9 de junho, mas ganhou nova atenção após a execução de mandados de busca e apreensão na última quarta-feira, 8 de outubro. As vítimas foram identificadas como Ana Maria de Jesus, de 52 anos, e Larissa de Jesus Castilho, de 21 anos.

Segundo o boletim de ocorrência registrado no 16º Distrito Policial (Vila Clementino), o bolo que causou a intoxicação foi levado para a residência da família por um sobrinho de Ana, a pedido de Larissa. O doce havia sido encomendado para a celebração do aniversário e, após a festa, foram distribuídos pedaços para os convidados levarem para casa.

A boleira responsável pela confeição do bolo afirmou em seu depoimento que entregou o produto lacrado e em perfeitas condições no dia do evento. Os acontecimentos se desenrolaram da seguinte forma:

  • No dia 7 de junho, familiares participaram da festa onde o bolo foi servido;
  • Ao término da comemoração, pedaços do bolo foram distribuídos entre os convidados;
  • No dia 8, Leonardo entregou um pedaço do bolo a Ana, que não havia comparecido à festa;
  • Após consumir o bolo, Ana ligou para Larissa relatando mal-estar e foi levada ao Hospital Heliópolis, onde recebeu intubação.

Na mesma noite, Larissa e uma prima visitaram Ana no hospital e foram informadas sobre a internação dela. Ao retornarem para casa, decidiram comer o bolo restante e começaram a apresentar sintomas similares.

A prima relatou que sentiu falta de ar e dor abdominal, enquanto Larissa apresentou um quadro mais severo com tontura, dificuldade respiratória, vômitos e convulsões. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para tentar reanimá-la por aproximadamente 40 minutos, mas a morte foi confirmada no local.

A mãe, Ana Maria, permaneceu internada por seis dias antes de ser transferida para o Hospital São Paulo, onde veio a falecer em decorrência de insuficiência respiratória provocada pela intoxicação. A notificação da morte à polícia ocorreu em 29 de julho.

Um exame toxicológico foi solicitado para investigar os efeitos sobre a prima. Durante as diligências policiais no local dos fatos, um pedaço do bolo parcialmente consumido foi encontrado sobre um móvel. A perícia não encontrou indícios de violência e preservou o local para coleta de amostras para análise.

Conforme comunicado da SSP, a investigação segue ativa pelo DHPP. No cumprimento dos mandados emitidos em 8 de outubro, celulares foram apreendidos para extração de dados relevantes ao caso. As informações coletadas estão sendo analisadas pelos investigadores.


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