O ator fez também elogios à serie da HBO Max que retrata a história do assassinato de sua esposa

João Perossi Publicado em 11/08/2022, às 13h35
Raul Gazolla, viúvo de Daniella Perez, falou sobre a série documental "Pacto Brutal" em entrevista para uma coluna no jornal O Globo. A série conta detalhes sobre o assassinato de Daniella Perez, que era casada com Raul, por Guilherme de Pádua e Paula Thomaz.
Na entrevista, Gazolla elogiou a série e ressaltou a escolha dos produtores de não entrevistar os assassinos:
"O trabalho que a Tatiana Issa e o Guto Barra (os diretores) fizeram foi espetacular, inclusive optando por não entrevistar os assassinos. Eles tiveram 30 anos para contar todas as versões que quiseram. Inclusive, tiveram cinco anos entre o assassinato da Dani e o julgamento, em 1997, para dar várias versões, mas não conseguiram provar nenhuma delas. Todas foram mentirosas".
Porém, o ator disse não acreditar no arrependimento de Guilherme, e lamentou os criminosos já estarem livres. Guilherme de Pádua passou 7 anos na cadeia, enquanto Paula passou 6.
"Tenho certeza de que qualquer coisa que eu diga não vai afetar os assassinos, porque eles são frios e calculistas. E eu nem quero afetá-los, mas abrir os olhos das pessoas que convivem com eles. A série mostra que esses assassinos estão vivendo em sociedade por falhas da nossa lei e do código penal, que deu a eles liberdade condicional", afirmou Raul.
Então, em momento emocionante, Raul relembrou um encontro tenso entre Paula Thomaz e uma parente, a prima, de Daniella:
"A prima da Dani encontrou com ela este ano no Shopping da Gávea, fazendo festa de cinco anos para a filha. Ela estava de máscara, mas ela (a prima) reconheceu, viu aqueles olhos. E gritou: 'Assassina da Dani'. O marido (de Paula) foi para cima. Ela (a prima) falou: 'Você vai me matar? Vai me agredir também?'. E o cara respondeu: Você não sabe o que está dizendo, ela não teve culpa'. Ele caiu na lábia de dois assassinos", conta Raul.
O ator, então, fez uma declaração forte, e afirmou que Daniella, embora tenha sido a vítima do crime, não foi a única que sofreu na mão dos assassinos:
"O pai da Dani morreu de tristeza. Ele ficou tão triste. Teve câncer, definhou, foi muito rápido. Eles não mataram só a Dani, mataram muita gente", ressaltou.
"Se eu cruzar com um dos dois, você vai saber. Você não vai precisar nem me ligar. A notícia vai correr numa velocidade... Eu não tenho interesse de cruzar. Eles já destruíram o que tinham para destruir", finalizou.
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