Diário de São Paulo
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Protesto contra o anestesista

Em São Paulo, mulheres do MTST se unem e protestam contra anestesista preso por estupro

O ato aconteceu em frente ao Conselho Regional de Medicina de SP

"A voz das mulheres resiste e ecoa!", escreveu o grupo na legenda da foto - Imagem: reprodução Instagram @mtstsp
"A voz das mulheres resiste e ecoa!", escreveu o grupo na legenda da foto - Imagem: reprodução Instagram @mtstsp

Publicado em 13/07/2022, às 16h44 Vitória Tedeschi


Nesta quarta-feira (13), um grupo de mulheres se reuniou em frente ao Conselho Regional de Mecidicina de São Paulo (Cremesp), que fica na região da Consolação, pedindo pela cassação do registro do anestesista Giovanni Quintella Bezerra, preso em flagrante na última segunda-feira (11) por estuprar uma mulher durante trabalho de parto no Rio de Janeiro. 

O ato, realizado por uma iniciativa do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), contou com diversos cartazes levados pelas manifestantes, onde estavam escritas frases de posicionamento contra o acontecimento e pedindo a cassação do registro de Giovanni. Além de afirmarem que irão protocolar um pedido de punição no Ministério Público Federal (MPF) contra o criminoso.  

Além do pedido de cassação, o MTST levou ao Cremesp a solicitação de ações por parte dos conselhos de medicina contra a violência de gênero e a violência obstétrica nos espaços de saúde.

Na sequência, a manifestação seguiu até a sede da rádio Jovem Pan, na Avenida Paulista, onde as manifestantes denunciaram a emissora por expor a identidade da vítima do anestesista. Fato pelo qual o coletivo também pretende protocolar uma ação no Ministério Público Estadual pedindo investigação e punição da emissora.

Segundo apurado pelo g1, em nota, o Cremesp afirmou repúdio veementemente pelo crime praticado por Giovanni Quintella e informou que cabe ao Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) a apuração e adoção das medidas cabíveis, uma vez que o profissional não possui registro no Estado de São Paulo, estando fora da jurisdição do Cremesp.

No texto, o conselho diz ainda ser favorável às manifestações de repúdio referentes ao revoltante caso em questão, "mas que considera descabida a ação feita hoje, em sua sede, uma vez que não cabe ao Cremesp punir o referido profissional, que, inclusive, já teve a suspensão provisória do registro profissional aprovada pelo Cremerj, no dia 12."

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