A suspeita passou mais de um ano usando a identidade do amigo

Vitória Tedeschi Publicado em 31/08/2022, às 16h29
Foi presa em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, pela Polícia Civil,na última segunda-feira (29), uma mulher transsuspeita de ter matado o amigo, assumido a identidade dele para ficar com os bens da vítima.
Segundo os investigadores, Maryana Elisa Rimes Paulo, de 49 anos, passou mais de um ano usando a identidade do amigo Marcelo do Lago Limeira, movimentando cerca de um R$1 milhão do patrimônio dele.
A mulher, que é cantora e maquiadora, teria conhecido Marcelo em festas. O rapaz vivia sozinho e tinha começado o processo para fazer a transição de gênero,porque também queria ser reconhecido como mulher.
Em maio do ano passado fez a primeira cirurgia no rosto e, depois do procedimento, Marcelo foi visto entrando em casa pela última vez. Ele estava com o rosto coberto porque tinha feito uma plástica.
Em seguida, Maryana passou a morar na casa, como se estivesse cuidando dele. No entanto, a polícia descobriu, que Maryana matou o amigo dentro da casa com doses excessivas de remédiose colocou em prática o plano de assumir a identidade e os bens dele.
Para dar fim ao corpo de Marcelo, a mulher chamou o amigo Ronaldo Bertolini para ajudar nesse processo. Os dois alugaram uma chácara em Campo Limpo Paulista, no interior de São Paulo, e queimaram o corpo de Marcelo.
Em seguida, eles tentaram enterrar os ossos. Mas, acabaram abandonaram o corpo na Estrada Edgar Máximo Zambotto, que liga a Grande São Paulo ao município de Jundiaí.
Depois disso, de volta ao ABC,Maryana assumiu o lugar de Marcelo, enganando funcionários do cartório.
"O escrevente narra que uma pessoa do sexo feminino se apresentou no cartório com os documentos originais, todos do Marcelo. E quando questionado a respeito da divergência dos documentos masculinos e de uma pessoa feminina, a pessoa explicou que ela havia feito uma transição de gênero e não tinha mudado os documentos ainda. Mas que na verdade se tratava do próprio Marcelo", explicou o delegado Cristiano Luiz Sacrini Ferreira.
O caso só foi descoberto em abril deste ano, quando Maryana tentou movimentar dinheiro da vítima e apresentou a mesma procuração no banco. A gerente, que conhecia Marcelo, suspeitou de algo errado e avisou a polícia.
Pelos cálculos dos investigadores, Maryana e Ronaldo movimentaram cerca de R$ 1 milhão da vítima. Mas ela não queria só o dinheiro do rapaz morto, segundo o delegado. A mulher não gostou de saber que Marcelo queria também se transformar em mulher e ficaria mais bonita do que ela.
"A Mariana se ressentia muito porque ela acredita que, após a cirurgia de transição de gênero, o Marcelo ficaria uma mulher mais atraente, mais bonita que ela própria", declarou Cristiano Sacrini.
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