O Modo de Fazer Viola de Cocho (MT e MS) e a Cachoeira do Iauaretê - Lugar Sagrado dos Povos Indígenas dos Rios Uaupés e Papuri (AM) - tiveram revalidados

Redação Publicado em 10/12/2021, às 00h00 - Atualizado às 18h54
O Modo de Fazer Viola de Cocho (MT e MS) e a Cachoeira do Iauaretê – Lugar Sagrado dos Povos Indígenas dos Rios Uaupés e Papuri (AM) – tiveram revalidados seus títulos de Patrimônio Cultural do Brasil. As decisões foram aprovadas, por unanimidade, na durante a 99ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, realizada ontem (9).

Os bens culturais registrados devem passar, pelo menos a cada dez anos, por processos de revalidação dos títulos de Patrimônio Cultural. “O objetivo é atualizar informações sobre o bem cultural, avaliar a efetividade das ações de apoio e fomento, e conhecer mudanças nos sentidos e significados atribuídos ao bem, entre outras questões que contribuem para a continuidade da salvaguarda desses patrimônios’, destaca nota do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
O conselho consultivo é composto por representantes de instituições públicas e privadas, por representantes da sociedade civil e presidido pelo Iphan. Ele examina, aprecia e decide sobre questões relacionadas a tombamentos e registros de bens culturais de natureza imaterial.
Segundo o instituto, no último mês foram realizadas reuniões junto a pesquisadores e comunidades detentoras dos dois bens para formatação de um parecer técnico de revalidação. Esse documento foi colocado em consulta pública e, encerrado o prazo, o parecer e as manifestações da população foram apreciadas pela Câmara Setorial do Patrimônio Imaterial, que recomendou pela revalidação dos títulos. O último passo foi a votação pelas revalidações no Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural.
O Modo de Fazer Viola de Cocho, tradicional nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, é registrado como Patrimônio Cultural do Brasil desde dezembro de 2004. O bem cultural envolve a produção artesanal do instrumento musical, que é esculpido em uma tora de madeira inteiriça e resultado dos saberes que orientam o manejo das matérias-primas típicas da região Centro-Oeste como o sarã-de-leite, ximbuva e o cedro.
As comunidades detentoras desses conhecimentos são compostas pelos mestres artesãos que produzem a viola – um elemento fundamental nas rodas de cururu e siriri da região pantaneira.
A Cachoeira de Iarauetê, também conhecida como Cachoeira da Onça, está localizada na região do Alto do Rio Negro, no município de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, e está registrada como Patrimônio Cultural do Brasil desde fevereiro de 2006, sob o título de Lugar Sagrado dos Povos Indígenas dos Rios Uaupés e Papuri.
O lugar é referência para povos indígenas da região banhada pelos dois rios, a maioria de filiação linguística Tukano Oriental, Aruak e Maku. A cachoeira reúne pedras, lajes, ilhas e paranás que simbolizam episódios de guerras, morte e aliança em mitos de origem e narrativas históricas desses povos, como a criação da humanidade e o surgimento de suas respectivas etnias.
*Com informações do Iphan
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Agencia Brasil
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