Diário de São Paulo
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Cárcere privado

Médico é preso por suspeita de manter paciente em cárcere privado no RJ

O cirurgião plástico equatoriano Bolívar Guerrero Silva foi detido dentro do centro cirúrgico

Outros casos parecidos envolvendo o mesmo médico são investigados pela polícia - Imagem: reprodução TV Globo
Outros casos parecidos envolvendo o mesmo médico são investigados pela polícia - Imagem: reprodução TV Globo

Publicado em 18/07/2022, às 17h59 Vitória Tedeschi


No início da tarde desta segunda-feira (18), um médico suspeito de manter uma paciente em cárcere privado, foi preso por policiais da Delegacia de Atendimento à Mulherde Duque de Caxias (Deam-Caxias).

O crime aconteceu em um hospital particular na Baixada Fluminense e além de prender o cirurgião plásticoBolívar Guerrerro Silva, os agentes foram até a unidade de saúde para restagar a mulher que, segundo a família, estava sendo mantida presa há quase dois meses, desde que realizou um procedimento estético na barriga que deu errado.

O hospital impediu que a vítima fosse transferida para outro centro de atendimento e, no momento da prisão, dificultou a entrada dos policiais. Mesmo assim, o médico equatoriano foi detido no centro cirúrgico.

A equipe que trabalha com o cirurgião fez uma postagem em uma de suas redes sociais e negou que o médico estivesse mantendo a paciente em cárcere privado. Segundo a publicação, Bolívar havia consentido em liberar a paciente, desde que ela assinasse um documento se responsabilizando por qualquer problema após a liberação.

Em nota, foi escrito: "O dr. Bolivar foi prestar um depoimento na delegacia. Ele não estava mantendo paciente nenhuma em cárcere privado. Ela estava fazendo curativo e sendo assistida no hospital dele por ele. Porém ela queria ser liberada sem ter terminado o tratamento e ele como médico seria imprudente de liberá-la. Ele disse que poderia liberá-la se ela assinasse a alta à revelia (documento ao qual a paciente se responsabiliza por qualquer coisa que acontecer após sua liberação) e ela não quis assinar. Ele disse que liberaria somente se ela assinasse. Como ela não assinou ele não liberava. O intuito dele é prestar toda assistência a paciente até ela está recuperada", dizia a publicação.

O ocorrido veio à tona após uma tia da vítima denunciar e explicar o que estava acontecendo. Segundo ela, a sobrinha se submeteu a uma abdominoplastia no início de março. Em junho, ela voltou para se submeter a mais três intervenções.

No entanto, algo deu errado nos últimos procedimentos e, de acordo com parentes, a cirurgia teve complicações, a ponto de a barriga dela ter necrosado. Foi quando os parentes começaram a desconfiar que ela estaria internada por mais tempo do que deveria. 

A polícia cumpriu o mandado de prisão preventiva, de busca e apreensão e de condução coercitiva no Hospital Santa Branca e segue investigando a denúncia de que o médico e sua equipe estariam impedindo que a mulher fosse transferida para outra unidade de saúde.

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