Acusado de integrar esquema milionário de fraude, Gabriel Spalone deverá cumprir medidas cautelares enquanto responde ao processo

Lívia Gennari Publicado em 13/02/2026, às 12h49
O Tribunal de Justiça de São Paulo autorizou, na última quinta-feira (12), a soltura provisória do influenciador Gabriel Spalone Alves, acusado de participação em um esquema de furto qualificado e associação criminosa que teria desviado R$ 146,5 milhões. A decisão revoga a prisão preventiva que estava em vigor desde novembro do ano passado.
Spalone está preso no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, e deve ser liberado nesta sexta-feira (13).
Ao reavaliar a situação, a juíza Amanda Eiko Sato concluiu que a prisão preventiva não seria mais necessária neste momento do processo, já que o réu é primário e a fase essencial da instrução, com depoimentos e interrogatório, está encerrada. Resta, agora, apenas a conclusão de um laudo pericial solicitado pela acusação.
Empresário deve cumprir medidas cautelares
No despacho, a magistrada ressaltou que manter o acusado encarcerado apenas enquanto se aguarda a conclusão da perícia "não seria razoável". Ainda assim, determinou a adoção de medidas rigorosas para impedir risco de fuga e garantir o andamento da ação penal.
Entre as restrições impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento mensal à Justiça para informar suas atividades e a proibição de deixar o país, com entrega do passaporte em até 24 horas após a soltura. Também foi fixada fiança de R$ 50 mil.
Relembre o caso
A investigação envolvendo o influenciador começou no âmbito da Operação Dubai, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, que apura um esquema de fraude bancária estimado em R$ 146,5 milhões.
O caso ganhou força em setembro de 2025, quando agentes do Deic prenderam suspeitos que, segundo as investigações, utilizaram credenciais de uma empresa prestadora de serviços para acessar o sistema de uma instituição financeira e realizar transferências via Pix. O dinheiro teria sido dividido em dez contas criadas especificamente para o esquema. Apesar de parte dos valores ter sido recuperada, o prejuízo ao banco permaneceu significativo.
Spalone foi detido durante tentativa de fuga, chegou a ser liberado no Panamá, mas voltou a ser preso depois que seu nome passou a constar na base de dados da Interpol.
Em manifestações anteriores, a defesa do influenciador sustentou que ele não teve participação no esquema e que as acusações são infundadas. Após a nova decisão, o advogado de Spalone declarou que a revogação da prisão preventiva “representa o cumprimento da lei” e afirmou que a inocência do cliente será comprovada ao final do processo.
Com a medida, o empresário responderá às acusações em liberdade, mas segue sujeito às restrições impostas pela Justiça. O descumprimento de qualquer uma das determinações pode resultar no restabelecimento imediato da prisão.
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