Sara, de 42 anos, registrava os momentos como uma forma de precaução

Juliane Moreti Publicado em 16/02/2023, às 17h29
Sara, de 42 anos, desapareceu depois de realizar um programa com um cliente dentro da própria casa, em Mogi das Cruzes (SP). Durante a investigação, os policiais a encontraram sem vida na residência. As câmeras no lugar registraram ela sendo morta no momento em que estava realizando o ato sexual com o homem.
Tudo aconteceu quando suas amigas notaram que ela não respondia mensagens. Depois de alguns dias, as conhecidas ligaram para os policiais, falando sobre o desaparecimento. Os agentes então, ouviram os relatos e foram até a casa de Sara, encontrando seu corpo sem vida jogado na cama.
Até então, não havia sinais de agressão, não sendo divulgada a causa da morte. Porém, um dos investigadores, na perícia, encontrou uma câmera próxima da cama e fez a grande descoberta: os registros mostram que Sara havia sido morta por um dos clientes, ao ser enforcada. Ou seja, ela morreu por asfixia.
As imagens fortes divulgadas pelo Balanço Geral revelam que ela estava próxima do rapaz, sem roupas, trocando carícias. Até que em um certo momento ele executa o golpe 'mata leão' e enforca Sara, que não consegue se mover ou se defender.


A polícia concluiu que ela foi assassinada dentro da residência pelo homem, que foi identificado como Maike Augusto. Ainda no vídeo, depois que Sara desmaia, ele pega o celular, coloca as roupas e vasculha o quarto, aparentemente procurando objetos valiosos.
A Polícia descobriu que foi a própria mulher que havia instalado a filmadora, para que pudesse registrar caso ela fosse agredida ou alguém saísse sem realizar o pagamento, por exemplo, como uma medida de segurança.
O homem identificado foi procurado pela polícia. Ele é casado e possui uma filha de 5 anos. Quando questionado, em um primeiro momento, negou o crime. Depois das imagens que comprovam os fatos, ele confessou o que havia feito para a corporação, dizendo que Sara ''estaria nervosa'' e ''sendo agressiva'', por isso, tirou a vida dela.
Apesar dos fatos, Maike não justificou um motivo efetivo, até porque as câmeras não flagraram agressão por parte da mulher. Então, os policiais concluíram que seria por motivo fútil, apenas para furtar os pertences valiosos, assim como ele levou o celular dela. O crime aconteceu há 3 anos, mas agora, o assassino teve a prisão temporária decretada e segue à disposição da Justiça.
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