Militante do PSC diz que sofreu agressão e tentativa de estupro em um apartamento

Redação Publicado em 04/08/2016, às 00h00 - Atualizado às 12h13
Militante do PSC diz que sofreu agressão e tentativa de estupro em um apartamento

/ Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Por: Leandro Mazzini
Uma jovem militante do PSC acusa o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) de agressão sexual e tentativa de estupro dentro do apartamento funcional onde ele reside. Feliciano, que é pastor, teria dado um soco na boca da menina e a arrastado para a suíte. A jovem entregou as evidências de provas à coluna, e na terça-feira (2), quando suspeitou que o caso viria à tona, misteriosamente gravou um vídeo chamando Feliciano de ‘bacana’. Confrontada pelos documentos entregues e pelo relato feito por ela, diante de duas testemunhas, a garota retirou o vídeo do ar. Ela está fora de Brasília, longe dos pais e sofre pressão para não registrar boletim de ocorrência. Os aliados de Feliciano dizem se tratar de uma mitômana – pessoa que tem tendência patológica para mentir, criar histórias ou simular. Cabe à polícia, se provocada, ver quem tem a razão.
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O caso ocorreu dia 15 de junho, segundo relata a vítima, e à ocasião ele apagou as mensagens de Whatsapp entre eles. Mas ela resgatou as conversas no ICloud. O roteiro é um script instigador para uma investigação, pelo personagem envolvido. A coluna já havia dado uma dica há uma semana.
Numa das conversas atribuídas a Feliciano, ele diz que a “carne é fraca” ao justificar o ataque, pergunta se ela já terminou um namoro e que vai curá-la. Em outra conversa, ela reclama que ficou com os lábios roxos e ele solta, irônico: “Pelo amor de Deus, passa um batom!”
A coluna confirmou com dois funcionários do PSC da Câmara que o número de celular gravado nas conversas é mesmo o pessoal de Feliciano – que trocou de aparelho há dias.
A nebulosa história continua. Um malandro do Rio ligou para a jovem se passando por agente da Abin e foi desmascarado. Um assessor do PRB de São Paulo a proibiu de fazer BO.
Vale lembrar que o PRB se aliou ao PSC de Feliciano em São Paulo e Russomanno lidera as pesquisas para a Prefeitura. A denúncia pode afetar a campanha do deputado. A garota ainda relata que derrubaram sua página do Facebook com 200 mil seguidores. Diz que foi recado do grupo de Feliciano, que teria proposto, segundo a jovem, alto cargo comissionado na Câmara para que ela fosse sua amante. E pressionou para que ela terminasse um namoro. Ela não topou. “Ele estava diferente, com os olhos vermelhos. Ele queria que eu terminasse com meu namorado e ficasse com ele”’, explica a jovem. A garota ainda revela que procurou altos membros do PSC, por ajuda e orientação. Todos a mandaram sumir, relata. A menina saiu de Brasília no sábado à tarde e foi para São Paulo. Suspeita-se que continua sob orientação do ‘amigo’ do PRB, que a pressiona a desmentir tudo. Os pais foram avisados e estão indo para a capital paulista para trazê-la de volta à Brasília. A Polícia Civil e a PF já sabem do caso.
A coluna entrou em contato com Talma Bauer, delegado civil licenciado de São Paulo e assessor de Feliciano. Ele disse que não conhece a menina e não havia agenda para conversar com a reportagem. Também não respondeu ao e-mail questionando sobre a acusação. Emerson Biazon, o assessor do PRB e “amigo” da menina, que continua perto dela em São Paulo, não atendeu e não deu retorno.
Confira as conversas:
A jovem gravou um áudio enquanto conversava com o assessor de Marco Feliciano. Ouça:
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