Mesmo o índice tendo uma diminuição de 48,32% em relação a 2019, pessoas pretas ainda são o principal alvo da PM em apreensões e mortes

Milleny Ferreira Publicado em 16/11/2023, às 12h39
Foi realizado um levantamento em relação ao estado de São Paulo, onde 40,26% da população é negra, 63,9% dos mortos por agentes de segurança no ano passado são pretos ou pardos. O dado faz parte do boletim “Pele Alvo: a bala não erra o negro”, criado e elaborado pela Rede de Observatórios.
Em 2022, foram contabilizados 419 óbitos entre pretos e pardos acarretados por agentes da lei. O estado teve uma redução de 48,32% no número de mortes provocadas por agentes, desde 2019, quando foram 867 vítimas.
A capital paulista representa 37,47% do total de casos, com 157 mortes, 108 delas negras. Santos, no litoral sul, é a segunda cidade com o maior número de casos, com 16 vítimas pretas ou pardas. Campinas, no interior de São paulo, por sua vez, vem em seguida, com 9 óbitos (3,34%).
Pessoas com idades entre 18 e 29 anos são a maioria das vítimas: sendo 226 casos, representando 53,94%. Crianças e adolescentes somam 24 óbitos (5,73%), de acordo com as informações apuradas pela CNN Brasil.
O boletim ainda indica que os novos números decorreram da política de redução da letalidade aliada ao uso de câmeras corporais.
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