Diário de São Paulo
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Segurança Pública

Quase 800 presos são recapturados durante saidinha em São Paulo

Maioria das prisões ocorreu por violação de medidas impostas pela Justiça durante o benefício

Interior concentra maior número de capturas, com destaque para Ribeirão Preto e Santos. - Imagem: Divulgação/SSP.
Interior concentra maior número de capturas, com destaque para Ribeirão Preto e Santos. - Imagem: Divulgação/SSP.

Erika Osti Publicado em 24/03/2026, às 17h51


A Polícia Militar recapturou 794 detentos beneficiados com a saída temporária no estado de São Paulo entre os dias 17 e 23 de março. As detenções ocorreram após descumprimento de medidas impostas pela Justiça ou pela prática de novos crimes durante o período. Todos os presos foram reconduzidos ao sistema prisional.

Esta foi a primeira saída temporária de 2026. Do total de recapturados, 770 foram detidos por violar regras judiciais, como permanecer fora da área autorizada, circular à noite ou frequentar locais proibidos. Outros 24 foram presos em flagrante por crimes como homicídio, estupro, violência doméstica, tráfico de drogas, furto, roubo, agressão, falsa identidade, ameaça, direção perigosa e dano.

O prazo para retorno aos presídios terminou às 18h de segunda-feira, 23 de março. Quem não se apresentou dentro do horário é considerado foragido.

As capturas se concentraram principalmente no interior paulista. A região de Ribeirão Preto lidera o ranking, com 166 presos recapturados. Em seguida aparecem Santos, com 159, e Campinas, com 135. Outras regiões também registraram ocorrências, como Bauru, São José do Rio Preto e Araçatuba, todas com menos de cem casos. Na capital paulista, foram 12 detenções.

Para ter direito à saída temporária, o detento precisa cumprir uma série de exigências determinadas pela Justiça, como não frequentar bares, não usar drogas, evitar envolvimento em conflitos e respeitar horários e áreas de circulação.

Desde junho de 2025, uma integração entre as Secretarias da Segurança Pública e da Administração Penitenciária, além do Tribunal de Justiça de São Paulo, permite que policiais militares consultem em tempo real as condições impostas a cada beneficiado. Com isso, é possível verificar irregularidades durante abordagens, sem a necessidade de encaminhar o suspeito a uma delegacia.

Quando há descumprimento das regras, o detento é submetido a exame de corpo de delito e, em seguida, levado de volta ao sistema prisional.


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