O prefeito afirmou que intensificou os trabalhos com o governador Tarcísio para lidar com o problema

Mateus Omena Publicado em 10/07/2023, às 18h30
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), se manifestou novamente sobre os desafios de sua gestão em relação à cracolândia, ponto de venda e consumo de drogas no Centro de São Paulo.
Em um evento nesta segunda-feira, ele afirmou que a concentração de usuários de drogas da cracolândia tem dinâmica própria e negou a informação de que a prefeitura tenha tentado removê-los da região da Santa Ifigênia, por meio dos agentes da GCM (Guarda Civil Municipal).
“Apesar de vocês insistirem em falar que a GCM conduz aquele grupo de pessoas para algum local, a gente só faz o acompanhamento. Eles têm uma dinâmica própria. Se não fosse assim, eles não teriam ido para outro local, né?”, esclareceu o prefeito.
Segundo uma reportagem da “Folha de S.Paulo”, os usuários de drogas da cracolândia que haviam sido deslocados na noite de sábado (8) para debaixo do viaduto Governador Orestes Quércia, no Bom Retiro, deixaram o local poucas horas depois e voltaram a ocupar ruas do bairro Campos Elíseos, na região central de São Paulo.
Vários agentes da polícia escoltaram o fluxo – como é conhecida a concentração de usuários – da rua dos Protestantes até a parte de baixo da ponte, conhecida como Estaiadinha, na marginal Tietê, perto da avenida do Estado.
De acordo com Ricardo Nunes, quando os usuários se movem para algum local há o acompanhamento da administração para dar segurança para os usuários, comerciantes e moradores, junto de agentes de saúde e de assistência social e direitos humanos.
“Se fosse algum órgão da prefeitura, do estado, que determinasse onde eles vão ficar, lá estariam. A gente faria uma barricada. Faria alguma ação, que não é o caso. Eles têm uma dinâmica própria e, às vezes, algumas pessoas insistem em dizer o contrário. Eu queria chamar pela lógica, pela racionalidade”.
O prefeito também informou que ele e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) definiram a cracolândia como prioridade.
“O problema de 30 anos você não consegue resolver de uma hora para outra, isso requer uma série de ações, uma série de trabalhos que vêm sendo desenvolvidos. Em 2016, quantos usuários tinham? Quatro mil. Quantos têm hoje? Em torno de 1.100. A gente está avançando no oferecimento de tratamento para os dependentes químicos”, disse.
“Esse é um dos problemas das maiores cidades do mundo. A gente precisa combater o traficante, ofertar tratamento para o dependente químico e reorganizar o espaço”, afirmou.
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