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INVESTIGAÇÃO

Entenda o caso do empresário achado morto em buraco no autódromo de SP

Corpo de Adalberto Amarilio Junior foi encontrado em buraco após uma semana de buscas; investigações seguem em andamento

Adalberto dos Santos Junior durante o evento em Interlagos - Imagem: Reprodução / Arquivo pessoal
Adalberto dos Santos Junior durante o evento em Interlagos - Imagem: Reprodução / Arquivo pessoal

William Oliveira Publicado em 12/06/2025, às 13h28


A Polícia Civil de São Paulo intensifica suas investigações em torno do falecimento do empresário Adalberto Amarilio Junior, cujo corpo foi descoberto em um buraco em uma construção no Autódromo de Interlagos, localizado na Zona Sul da capital paulista. O empresário, que se encontrava sem calças e calçados, foi encontrado após uma busca que durou uma semana.

Uma das linhas de investigação sugere que Adalberto pode ter sido vítima de um golpe conhecido como mata-leão durante uma possível altercação ocorrida no evento de motociclismo realizado na área. Além disso, as autoridades consideram que, se o corpo foi colocado no buraco por outra pessoa, esta teria um conhecimento detalhado da localização.

Na última quarta-feira (11), a polícia descartou uma teoria que sugeria que o empresário poderia ter sido envenenado com um golpe "boa noite, Cinderela" em seu veículo. Embora marcas de sangue tenham sido encontradas em diversos pontos do carro, os investigadores afirmaram que essas evidências poderiam não estar relacionadas ao incidente fatal.

Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) não revelaram fraturas ou qualquer tipo de trauma visível no corpo da vítima. Os legistas indicaram a possibilidade de compressão torácica, o que poderia ter levado à asfixia devido à falta de espaço dentro do buraco onde Adalberto foi encontrado.

Cronologia dos eventos:

  • 30 de maio – Desaparecimento de Adalberto Amarilio Junior.
  • 3 de junho – O corpo foi resgatado do buraco, com profundidade de três metros, pela polícia.
  • 4 e 5 de junho – Duas calças e um par de botas foram encontrados em lixeiras nas proximidades do autódromo; a família ainda não confirmou se pertencem ao empresário.
  • 7 de junho – Marcas de sangue foram localizadas no carro; a polícia requisitou exames para comparação genética para determinar se pertencem a Adalberto.
  • 9 de junho – Três organizadores do evento foram ouvidos pela polícia em relação ao ocorrido.
  • 10 de junho – Cinco seguranças que atuavam na área prestaram depoimentos. A polícia mapeou o percurso que Adalberto fez até o local onde seu corpo foi encontrado.
  • Próximos dias – Um novo depoimento está agendado com Rafael, amigo do empresário que esteve com ele na noite fatídica.

A figura de Adalberto Amarilio Junior era multifacetada. Ele se apresentava nas redes sociais como empreendedor e tricampeão paulista de kart, recebendo homenagens emocionadas por parte da comunidade automobilística. Paul Robison, um colega piloto, expressou sua dor: “Hoje o kartismo perdeu mais do que um piloto... Perdemos um irmão, um amigo verdadeiro, um cara sensacional que sempre carregava um sorriso no rosto e espalhava alegria por onde passava”. Outros também lamentaram a perda, mencionando a contribuição significativa dele para o esporte.

A vítima era também optometrista e gerenciava uma rede de óticas na Grande São Paulo. Sua esposa compartilhou sua tristeza em uma postagem nas redes sociais: “Recebi a pior notícia da minha vida. Não sei como viverei sem você. Te amo muito”, escreveu Fernanda.


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