A partir de 4 de julho, consumidores da Enel em SP enfrentarão aumento de tarifas de até 15,77%

Gabriela Thier Publicado em 01/07/2025, às 18h30
A partir do dia 4 de julho, os consumidores atendidos pela concessionária Enel em São Paulo enfrentarão um reajuste anual significativo nas tarifas de energia. Para os clientes residenciais que utilizam energia em baixa tensão, o aumento será de 13,26%, enquanto aqueles conectados em alta tensão verão suas tarifas subirem em 15,77%.
Este reajuste foi aprovado na última terça-feira (1°) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A Enel é responsável pelo fornecimento de energia a 24 municípios na Região Metropolitana de São Paulo, incluindo a capital.
O impacto desse aumento nas tarifas pode influenciar diretamente a inflação do mês de julho. De acordo com informações da corretora Warren Rena, a distribuidora representa aproximadamente 80% da amostra utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no estado e é responsável por cerca de um terço do peso do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Em uma análise recente, a Warren estimou que o reajuste de 13,26% nas tarifas residenciais da Enel poderá gerar um impacto de 4 pontos-base no IPCA referente ao mês de julho, elevando a projeção inflacionária deste mês de 0,25% para 0,30%. Para o acumulado do ano, a expectativa passou de 4,91% para 4,95%.
A Enel São Paulo se destaca como uma das principais concessionárias de distribuição de energia do Brasil, atendendo cerca de 8 milhões de unidades consumidoras na capital e região metropolitana, com um faturamento anual estimado em R$22 bilhões.
Conforme informações divulgadas pela Aneel, um dos fatores que mais contribuíram para o aumento das tarifas foram os encargos setoriais, que tiveram um efeito de 6,44% sobre o índice total de reajuste. Destaca-se também o acréscimo de 30% no encargo da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE USO), destinado ao financiamento de políticas públicas como a tarifa social de energia, cuja abrangência foi ampliada pelo governo neste ano.
Além disso, a remoção dos componentes financeiros considerados no reajuste anterior gerou um impacto adicional de 7,97%. Por fim, a chamada "parcela B", que abrange custos administráveis pelas distribuidoras, contribuiu com 1% para o total do reajuste.
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