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Deflação

IPCA-15 apresenta deflação em junho após nove meses de alta

Após nove meses de alta, preços dos alimentos caem, influenciando o IPCA-15 que registra taxa de 0,26% em junho

Após nove meses de alta, preços dos alimentos caem, influenciando o IPCA-15 que registra taxa de 0,26% em junho - Imagem: Reprodução / Pixabay
Após nove meses de alta, preços dos alimentos caem, influenciando o IPCA-15 que registra taxa de 0,26% em junho - Imagem: Reprodução / Pixabay

Gabriela Thier Publicado em 26/06/2025, às 14h36


Após um período de nove meses consecutivos de alta, os preços dos alimentos sofreram uma redução em junho, contribuindo para que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrasse uma taxa de 0,26%. Essa informação foi revelada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (26).

Esse resultado representa a quarta desaceleração consecutiva da inflação, indicando uma tendência de perda de força nos índices inflacionários.

Ao observar o desempenho do IPCA-15 desde fevereiro, é notável que o índice atual está abaixo do registrado no mesmo mês do ano anterior, que foi de 0,39%. No total acumulado em 12 meses, a inflação atinge 5,27%.

Análise dos Grupos de Produtos

Entre os nove grupos de produtos e serviços analisados pelo IBGE, sete mostraram aumento nos preços durante o mês de junho. O grupo que apresentou a maior elevação foi o da habitação, que subiu 1,08%, influenciando o IPCA-15 em 0,16 ponto percentual.

A alta nos custos habitacionais foi fortemente afetada pelo aumento na conta de energia elétrica residencial. Este item se destacou como o principal responsável pela inflação, entre os 377 produtos e serviços avaliados pelo IBGE. A tarifa de energia elétrica aumentou em 3,29%, representando um impacto adicional de 0,13 p.p. no índice devido à nova bandeira tarifária vermelha patamar 1, que passou a vigorar em junho com um acréscimo de R$ 4,46 por cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Influências Negativas

Dois dos quatro principais fatores negativos que influenciaram o índice vieram do grupo alimentação. Em junho, as frutas tiveram uma queda de preços de 2,47%. Entretanto, alguns itens como cebola e café moído apresentaram elevações significativas de preço: 9,54% e 2,86%, respectivamente.

A deflação observada nos alimentos durante este mês é a primeira desde agosto de 2024. Desde então, houve uma sequência contínua de aumentos que culminou em um pico em dezembro com uma alta de 1,47%. O aumento em maio havia sido registrado em 0,39%.

A gasolina, que possui grande peso na cesta analisada pelos pesquisadores, também viu sua cotação cair em 0,52%, reduzindo o impacto no IPCA-15 em 0,03 p.p. O grupo combustíveis como um todo experimentou uma diminuição de 0,69%.

Metodologia do IPCA-15

O IPCA-15 utiliza uma metodologia semelhante à do IPCA oficial – considerado o índice oficial da inflação – que orienta as políticas públicas relacionadas à meta inflacionária do governo brasileira estabelecida em 3% ao ano com margem de tolerância de até 1,5 p.p. para mais ou menos. A principal diferença entre os dois índices reside no período e na abrangência geográfica da coleta dos preços.

A pesquisa do IPCA-15 ocorre antes do fechamento do mês referente e neste caso específico considerou os dados coletados entre os dias 16 de maio e 13 de junho. Ambos os índices analisam uma cesta diversificada de produtos e serviços voltados para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos; atualmente fixado em R$ 1.518.

A coleta para o IPCA-15 abrange onze regiões metropolitanas do Brasil: Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além das cidades-sede Brasília e Goiânia. Já o IPCA completo é coletado em dezesseis localidades que incluem Vitória e Campo Grande. A divulgação do IPCA cheio referente ao mês de junho está programada para ocorrer no dia 10 de julho.


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