Israel, que nos últimos 20 meses não havia apoiado a Ucrânia nem as sanções ocidentais contra a Rússia, condenou veementemente a visita

Marina Roveda Publicado em 31/10/2023, às 08h25
O presidente russo, Vladimir Putin, está enfrentando críticas e preocupações após a recente visita de autoridades do grupo terrorista palestino Hamas à Rússia. A visita ocorreu menos de três semanas depois que o braço armado do Hamas lançou um ataque contra Israel. Essa visita está tendo repercussões negativas para o Kremlin, que parece ter arriscado demais em suas tentativas de desviar a atenção da guerra em andamento na Ucrânia.
A Rússia tem sido alvo de duras críticas internacionais devido ao conflito na Ucrânia e às ações em apoio aos separatistas pró-russos. A visita do Hamas a Moscou, embora envolva a ala política do grupo, gerou ainda mais controvérsia e tensões geopolíticas.
Israel, que nos últimos 20 meses não havia apoiado a Ucrânia nem as sanções ocidentais contra a Rússia, condenou veementemente a visita. O governo israelense apresentou um protesto formal ao embaixador russo em Tel Aviv. A situação piorou quando tumultos antissemitas eclodiram na República do Daguestão, uma região do Cáucaso.
A chegada dos representantes do Hamas foi vista por alguns grupos na Rússia como uma oportunidade para expressar apoio à Palestina e, ao mesmo tempo, perseguir a comunidade judaica local. Putin respondeu rapidamente à situação, convocando uma reunião de emergência com a cúpula do governo, as duas Câmaras do Parlamento e os serviços secretos.
O ministro da Defesa, Sergey Shoigu, que estava na China, retornou às pressas para participar da reunião. O foco do encontro foi a "tentativa de interferência externa" na sociedade russa por parte de países ocidentais que procuram explorar a situação no Oriente Médio para desestabilizar o país.
A Rússia, portanto, está enfrentando uma complexa equação geopolítica, com desafios internos e pressões externas, enquanto lida com as consequências da visita do Hamas e tenta conter a onda de antissemitismo desencadeada no Daguestão.
Leia também

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

O veneno-remédio e as ressonâncias do Sarriá

Ancelotti revela por que Bruno Guimarães foi o escolhido para cobrar o pênalti; entenda a decisão

Quando Valhalla silenciou o Brasil

Vini Jr. lamenta eliminação do Brasil e explica por que não cobrou o pênalti: "Nunca fugi da responsabilidade"

O veneno-remédio e as ressonâncias do Sarriá

Ancelotti revela por que Bruno Guimarães foi o escolhido para cobrar o pênalti; entenda a decisão

Vini Jr. lamenta eliminação do Brasil e explica por que não cobrou o pênalti: "Nunca fugi da responsabilidade"

Quando Valhalla silenciou o Brasil

Quem é Haaland, o nome por trás da eliminação do Brasil na Copa do Mundo 2026; conheça o artilheiro