Governo promete resposta jurídica e leva denúncia ao Conselho de Segurança da ONU

por Redação
Publicado em 21/12/2025, às 09h15
O governo da Venezuela reagiu com dureza à interceptação de um petroleiro que transportava petróleo venezuelano e que, segundo Caracas, foi abordado por forças militares dos Estados Unidos. Em comunicado oficial divulgado nesta semana, o Executivo classificou a operação como ilegal, acusou Washington de “roubo” e “sequestro” da embarcação e afirmou que não deixará o episódio sem resposta.
De acordo com a nota, o navio , que navegava sob bandeira do Panamá, foi interceptado em águas que a Venezuela considera internacionais, próximas à sua costa. O governo venezuelano sustenta que a ação violou normas do direito internacional e representou um ataque direto à soberania do país.
Além da apreensão do petroleiro, a declaração chama atenção para o paradeiro da tripulação, descrito como desconhecido até o momento. Caracas afirma que houve um “desaparecimento forçado” dos tripulantes, o que, segundo o governo, agrava a gravidade do caso e amplia o alcance das acusações contra os Estados Unidos.
Diante do episódio, a Venezuela anunciou que pretende recorrer a diferentes instâncias legais e diplomáticas. Entre as medidas já sinalizadas está a apresentação de uma queixa formal ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, além de outras ações em organismos internacionais.
O governo venezuelano afirmou ainda que seguirá denunciando o que considera práticas recorrentes de coerção e apropriação de ativos ligados ao setor energético do país, e reiterou que responsabilizará os envolvidos “por todas as vias possíveis”.
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