Declaração eleva tensão no Oriente Médio enquanto morte de comandante iraniano intensifica conflito na região

Letícia Sales Publicado em 30/03/2026, às 12h40
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã nesta segunda-feira (30) ao ameaçar atacar infraestruturas estratégicas do país caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto ao tráfego internacional.
Em publicação na rede Truth Social, Trump fez um alerta direto ao governo iraniano:
“Se o Estreito de Ormuz não for imediatamente "aberto para negócios", concluiremos nossa adorável “estadia” no Irã explodindo e obliterando completamente todas as suas usinas de geração de energia elétrica, poços de petróleo e a Ilha de Kharg (e possivelmente todas as usinas de dessalinização), que propositalmente ainda não “tocamos.”
Na mesma mensagem, o presidente norte-americano justificou a ameaça como uma possível retaliação histórica: “Isso será em retaliação pelos nossos muitos soldados e outros que o Irã massacrou e matou durante os 47 anos do "Reinado de Terror" do antigo regime”.
Apesar do tom agressivo, Trump também afirmou que há avanços nas negociações por um acordo de paz. Segundo ele, há “grande progresso” nas conversas, que visariam estabelecer um “novo regime, mais razoável” no país do Oriente Médio.
O Estreito de Ormuz tornou-se um dos principais pontos de tensão do conflito, iniciado há pouco mais de um mês. A região é estratégica para o comércio global de energia, concentrando cerca de 20% do transporte mundial de petróleo e gás natural, o que tem impactado diretamente os preços internacionais.
A escalada militar ganhou novo capítulo com a confirmação, pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), da morte do comandante naval Alireza Tangsiri. A informação veio dias após Israel anunciar a operação que teria eliminado o militar, apontado como peça-chave no bloqueio do estreito.
Em comunicado, o IRGC afirmou que continua operando normalmente, mesmo após a perda. Segundo a corporação, suas forças seguem “acostumadas” a esse tipo de baixa e mantêm as ações militares na região.
O cenário amplia a instabilidade no Golfo Pérsico e mantém o mercado internacional em alerta, diante do risco de interrupções prolongadas no fornecimento de energia e de um possível agravamento do conflito.
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