Republicano foi considerado culpado de 34 acusações de fraude contábil, relacionadas ao pagamento de US$ 130 mil realizado em 2016, destinado à ex-atriz pornô Stormy Daniels, a fim de silenciá-la sobre uma suposta relação extraconjugal

William Oliveira Publicado em 10/01/2025, às 09h32
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, na quinta-feira (9), não acatar o pedido do presidente eleito Donald Trump para adiar a divulgação de sua sentença relacionada ao caso de suborno envolvendo a ex-atriz pornô Stormy Daniels. Com essa decisão, a Corte reafirmou a programação do Tribunal de Nova York, que está marcada para anunciar a sentença nesta sexta-feira (10).
Em 2024, Trump foi considerado culpado de 34 acusações de fraude contábil, ligadas ao pagamento de US$ 130 mil feito em 2016. Esse valor foi destinado a impedir que Daniels revelasse uma suposta relação extraconjugal com Trump durante sua campanha presidencial. O pagamento foi realizado por meio de seu advogado da época, Michael Cohen.
O processo detalha que Trump registrou o pagamento como uma despesa legal, o que sugere que ele omitiu esse valor nas declarações fiscais. Além disso, foi alegado que o pagamento teve como objetivo evitar que a relação afetasse suas chances nas eleições, configurando-se assim como um gasto eleitoral não declarado.
A tentativa de Trump de recorrer à Suprema Corte representou sua última estratégia para bloquear a divulgação da sentença. Anteriormente, ele havia apresentado um recurso em um tribunal de apelações do estado de Nova York, argumentando que a condenação era injusta e prejudicial à dignidade da presidência. No entanto, esse recurso também foi negado.
Apesar da condenação, espera-se que Trump não enfrente sanções legais severas, como prisão. O juiz Juan Merchan, responsável pelo caso em Nova York, indicou que sua intenção é proferir uma "dispensa incondicional" — ou seja, uma sentença sem imposição de pena de prisão, multa ou liberdade condicional — mas que resultará na classificação de Trump como um criminoso condenado.
De acordo com o magistrado, essa abordagem representa a melhor forma de encerrar o processo antes da posse de Trump, marcada para 20 de janeiro. Uma vez empossado como presidente, Trump poderá usufruir de imunidade legal, o que postergaria qualquer anúncio relacionado à sentença até que ele deixe o cargo.
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