A operação envolve 1.200 prisioneiros de cada lado e repatriação de corpos de combatentes

Gabriela Thier Publicado em 09/06/2025, às 19h31
Nesta segunda-feira (9), Rússia e Ucrânia realizaram uma significativa troca de prisioneiros de guerra, abrangendo jovens com menos de 25 anos e indivíduos que sofreram ferimentos graves. Este evento marca o início do que pode se tornar a maior troca de prisioneiros desde o início do conflito.
A operação foi anunciada por ambas as partes e é fruto de negociações diretas que ocorreram em Istambul, na Turquia, no dia 2 de junho. O acordo envolve pelo menos 1.200 prisioneiros de cada lado, além da repatriação de milhares de corpos de combatentes que perderam a vida durante o conflito.
O retorno dos prisioneiros e a devolução dos corpos representam um dos poucos avanços nas negociações entre os dois países, que ainda não conseguiram alcançar um consenso mais amplo que ponha fim à guerra, a qual já se estende por quatro anos.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou que seu país recebeu o primeiro grupo de prisioneiros provenientes da Rússia e destacou que o processo de troca deve se estender por vários dias.
"A troca já teve início. Será realizada em etapas ao longo dos próximos dias", afirmou Zelensky através do aplicativo Telegram.
Ele também ressaltou a complexidade do processo, que envolve diversos detalhes sensíveis e a continuidade das negociações quase diariamente. "Estamos comprometidos com a plena implementação dos acordos humanitários estabelecidos em Istambul. Faremos todo o possível para garantir o retorno seguro de cada indivíduo", completou.
Ainda não foram divulgados números exatos sobre quantos prisioneiros foram trocados nesta data específica; entretanto, o Ministério da Defesa russo confirmou que o mesmo número de militares foi trocado por ambos os lados.
Vladimir Medinsky, assessor do Kremlin, revelou no final de semana que uma lista inicial contendo 640 nomes de prisioneiros foi apresentada à Ucrânia.
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