As prisões foram resultado de operações em Paris, com um dos detidos identificado por DNA

Gabriela Thier Publicado em 30/10/2025, às 16h23
A polícia francesa anunciou a prisão de mais cinco indivíduos suspeitos de estarem envolvidos no audacioso roubo de joias avaliado em 102 milhões de dólares, ocorrido na galeria Apollo do Museu do Louvre. A promotora de Paris, Laure Beccuau, fez o comunicado nesta quinta-feira (30), expressando otimismo com as recentes detenções, que podem levar à recuperação dos itens subtraídos.
O roubo, que ocorreu durante o horário de funcionamento do museu em 19 de outubro, foi realizado por quatro ladrões encapuzados e expôs vulnerabilidades significativas nas medidas de segurança do museu, considerado o mais visitado do mundo. Este ato audacioso gerou repercussões globais e levantou debates sobre a segurança patrimonial da França, com muitos considerando-o uma grande humilhação nacional.
De acordo com Beccuau, as prisões foram resultado de operações coordenadas realizadas na noite de quarta-feira, 29, tanto na capital quanto nos subúrbios ao norte de Paris. Um dos detidos foi identificado por meio de vestígios de DNA deixados no local do crime; no entanto, a promotora não confirmou se todos os indivíduos eram diretamente responsáveis pelo roubo.
A investigação está progredindo significativamente após a descoberta de dispositivos eletrônicos e outros itens em posse dos suspeitos, que possibilitaram aos investigadores analisar comunicações criptografadas. Beccuau também revelou que uma unidade policial especializada em tráfico de objetos culturais está atualmente monitorando o mercado negro na tentativa de localizar as joias desaparecidas.
As autoridades estão cientes de que as joias podem ser utilizadas como meio para lavagem de dinheiro ou até mesmo como moeda em transações dentro do crime organizado. Especialistas em crimes artísticos alertam que localizar as peças roubadas pode representar um desafio ainda maior do que capturar os criminosos envolvidos no assalto.
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