Criminosos levaram joias avaliadas em 88 milhões de euros; Galerie d’Apollon segue fechada

Gabriela Nogueira Publicado em 22/10/2025, às 16h05
Hoje (22), o Museu do Louvre, em Paris, voltou a receber visitantes, apenas três dias após um roubo que resultou na subtração de joias históricas avaliadas em cerca de 88 milhões de euros. O incidente gerou preocupações significativas sobre as medidas de segurança da instituição.
Entusiastas da arte formaram filas para acessar o famoso museu, utilizando a emblemática pirâmide de vidro pela primeira vez desde o assalto ocorrido no domingo. Durante o crime, criminosos encapuzados arrombaram uma janela do segundo andar com a ajuda de um elevador externo e fugiram com valiosos itens da coleção real.
Nesta mesma data, a diretora do museu compareceu ao Senado francês para prestar esclarecimentos aos parlamentares sobre as circunstâncias do roubo.
A Galerie d'Apollon, luxuosamente decorada e alvo do roubo, permanece fechada ao público.
O clima de insatisfação cresce na França diante da falta de responsabilização por parte das autoridades. O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, reconheceu publicamente falhas nas medidas de segurança do museu e informou que a ministra da Cultura, Rachida Dati, iniciou uma investigação administrativa sobre o caso.
"O roubo no Louvre é inegável; algumas das mais preciosas joias da França foram levadas. Portanto, isso é claramente uma falha", afirmou Nuñez em entrevista à rádio Europe 1.
Ele destacou ainda que "o sistema de alarme funcionou corretamente; assim que a janela foi atacada, ele foi acionado e a polícia chegou ao local em três minutos. Embora o sistema tenha operado como deveria, o resultado foi lamentável".
O ministro não comentou sobre as ações da polícia na busca pelos responsáveis, mas expressou confiança na captura dos criminosos envolvidos.
A ministra Dati enfrentou críticas após afirmar no Parlamento que não houve falhas nas medidas de segurança do museu.
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