O líder palestino destaca a importância do reconhecimento da Palestina e a busca por um status especial para Jerusalém

Gabriela Thier Publicado em 06/11/2025, às 16h00
Na última quinta-feira (6), o Vaticanorecebeu a visita do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, em um encontro que enfatizou a necessidade premente de assistência à população civil de Gaza. Durante a audiência, os dois líderes concordaram sobre a importância de buscar uma solução duradoura para o conflito, alinhando-se com a perspectiva da criação de dois Estados. A informação foi divulgada por meio de uma nota oficial do Vaticano, que também destacou que a reunião ocorreu em celebração ao décimo aniversário do Acordo Global entre a Santa Sé e o Estado da Palestina.
A Santa Sé, que reconheceu formalmente o Estado da Palestina em 2015 através de um acordo bilateral, tem consistentemente apoiado a solução de dois Estados como meio para alcançar a paz na região. Além disso, o Vaticano defende que Jerusalém deve ter um status especial que assegure a liberdade religiosa para todos os seus habitantes.
Abbas chegou a Roma no dia anterior, quarta-feira (5), para uma visita oficial de três dias, durante a qual se reunirá com importantes figuras políticas italianas, incluindo o presidente Sergio Mattarella e a primeira-ministra Giorgia Meloni.
No mesmo dia de sua chegada, o presidente palestino visitou a Basílica de Santa Maria Maior. Em um gesto simbólico, ele fez uma pausa para reflexão diante do túmulo do papa Francisco. "Vim ver o papa Francisco porque não posso esquecer tudo o que ele fez pela Palestina e pelo povo palestino. Ele reconheceu a Palestina sem que ninguém lhe pedisse", afirmou Abbas aos jornalistas presentes.
O líder palestino também lembrou das ligações feitas pelo papa Francisco às famílias palestinas afetadas pelo conflito, incluindo membros da Igreja da Sagrada Família na Faixa de Gaza.
Vale ressaltar que Mahmoud Abbas já havia conversado por telefone com o papa Leão XIV no dia 21 de julho. Naquela ocasião, discutiram os desdobramentos do conflito em Gaza, onde o pontífice reiterou seu apelo ao estrito cumprimento do direito internacional humanitário. Ele enfatizou a responsabilidade de proteger civis e locais sagrados e destacou a proibição do uso indiscriminado da força e do deslocamento forçado de populações.
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