Grupo de 22 países liderado pela OTAN discute ação coordenada após bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, responsável por 20% do petróleo mundial.

Redação Publicado em 24/03/2026, às 10h09
Uma coalizão internacional de 22 países, liderada pela OTAN, está se mobilizando para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã desde o início da guerra no Oriente Médio, com o objetivo de garantir a segurança da navegação e mitigar impactos econômicos globais.
O estreito é crucial para o abastecimento energético mundial, com 20% do petróleo consumido globalmente transitando por essa rota; o bloqueio iraniano já pressiona os preços do petróleo e aumenta o risco de uma crise energética.
Embora a mobilização inclua potências como EUA, Reino Unido e Japão, ainda não há um plano claro para a reabertura, e a intensificação da presença militar na região gera preocupações sobre uma possível escalada do conflito entre EUA e Irã.
Uma coalizão internacional formada por 22 países está se mobilizando para reabrir o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta, atualmente bloqueada pelo Irã desde o início da guerra no Oriente Médio.
O movimento foi confirmado pelo secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, que classificou a iniciativa como essencial para garantir a segurança da navegação e evitar impactos ainda mais severos na economia global.
“Precisamos trabalhar juntos para assegurar que o estreito seja reaberto o mais rápido possível”, afirmou Rutte em entrevistas à imprensa norte-americana.
A região é considerada um ponto crítico para o abastecimento energético mundial: cerca de 20% de todo o petróleo consumido no planeta passa pelo estreito. O bloqueio imposto por Teerã já pressiona os preços internacionais e eleva o risco de crise energética em escala global.
Entre os países já confirmados na articulação estão Estados Unidos, Reino Unido, França, além de aliados estratégicos como Japão, Coreia do Sul e Austrália.
Apesar da mobilização, ainda não há detalhes sobre como a reabertura será executada na prática. A presença militar ampliada na região levanta preocupações sobre uma possível escalada do conflito, especialmente diante do confronto direto entre Estados Unidos e Irã.
A iniciativa surge após pressões do presidente norte-americano Donald Trump, que tem cobrado maior participação de aliados na tentativa de normalizar o fluxo marítimo.
Nos bastidores, a movimentação também evidencia tensões diplomáticas entre Washington e países europeus, que têm adotado posições mais cautelosas diante do risco de ampliação da guerra.
O desfecho da operação pode definir não apenas o rumo do conflito, mas também o impacto direto no preço do petróleo, na inflação global e na estabilidade econômica de diversos países.
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