Altas temperaturas e impacto do torneio internacional impulsionaram debate sobre férias no México

Julio Cezar Souza Publicado em 13/05/2026, às 10h36
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, indicou nesta terça-feira (12) que o governo ainda avalia possíveis mudanças no calendário escolar após a repercussão negativa da proposta de antecipar as férias de meio de ano por causa da onda de calor e da realização da Copa do Mundo de 2026.
A medida havia sido anunciada dias antes pelo secretário de Educação, Mario Delgado, que informou a intenção de encerrar o ano letivo em 5 de junho, mais de um mês antes da data prevista originalmente, marcada para 15 de julho.
Durante entrevista coletiva, Sheinbaum afirmou que ainda não existe uma definição oficial sobre o novo calendário e ressaltou que o governo precisa considerar o impacto pedagógico da decisão.
Segundo a presidente, o entusiasmo dos mexicanos pela Copa do Mundo ajudou a impulsionar a proposta, mas a prioridade continua sendo garantir os dias letivos e o aprendizado dos estudantes.
A possibilidade de redução do calendário escolar provocou forte reação de entidades ligadas às famílias de alunos. Em comunicado, a União Nacional de Associações de Pais do México criticou o uso do torneio esportivo como justificativa para diminuir o período de aulas no país.
A entidade argumenta que a educação não deve ser afetada por um evento que será realizado em apenas algumas cidades mexicanas. Pela programação do torneio, Cidade do México, Monterrey e Guadalajara receberão 13 partidas da Copa entre junho e julho de 2026.
Nos bastidores, o fechamento antecipado das escolas também é visto como uma forma de reduzir congestionamentos e facilitar a circulação de turistas durante o Mundial.
O debate ocorre em meio a uma intensa onda de calor que atinge o México. Em algumas regiões, as temperaturas já alcançam 45°C. Apesar disso, especialistas lembram que episódios de calor extremo são comuns nesta época do ano e costumam perder força com a chegada do período de chuvas, normalmente em junho.
Além da pressão das associações de pais, o governo também enfrenta tensão com o sindicato dos professores. Na última semana, representantes da categoria ameaçaram iniciar uma greve durante a abertura da Copa do Mundo em protesto por reajustes salariais e mudanças nas regras de aposentadoria.
Dados oficiais mostram que cerca de 90% dos estudantes mexicanos frequentam escolas públicas, diretamente afetadas por eventuais alterações no calendário. Já as instituições privadas, que atendem aproximadamente 10% dos alunos do país, não seriam obrigadas a seguir o cronograma sugerido pelo Ministério da Educação.
Leia também

Motorista de Porsche morre após colisão contra mureta na Rodovia dos Imigrantes

A Fazenda 18 já tem data de estreia; saiba qual

Detran-SP registra quase 500 mil multas por atraso na transferência de veículos

Quase 900 cobras escapam de criadouro durante enchentes no sul da China

Mais de 900 cobras venenosas vão parar nas ruas após enchente na China; vídeo é assustador

Dino bloqueia R$ 6,15 milhões de Eduardo Cunha em apuração sobre emendas parlamentares

PT pede ao STF que Bolsonaro perca prisão domiciliar após carta divulgada por Flávio

Hapvida amplia uso de energia renovável, avança em diversidade e consolida IA na assistência, mostra Relatório de Sustentabilidade

Caminhoneiros iniciam paralisação para pressionar Senado por votação da MP do Frete

Polícia investiga festa com fuzis que celebrou 19 anos do TCP no Complexo de Israel