Bombardeios miraram usinas nucleares e mataram generais iranianos; drones foram lançados contra Israel

Manoela Cardozo Publicado em 13/06/2025, às 11h00
Na madrugada de sexta-feira (13), horário local no Irã, equivalente à noite de quinta-feira (12) em Brasília, as Forças de Defesa de Israel realizaram um ataque aéreo contra alvos estratégicos no território iraniano. As investidas miraram especialmente estruturas nucleares, provocando uma resposta imediata das autoridades do país persa, que classificaram o ato como uma “declaração de guerra”.
Durante a ofensiva, o chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Salami, e o comandante das Forças Armadas iranianas, Mohammad Bagheri, foram mortos. A ação também tirou a vida de dois cientistas envolvidos no programa nuclear do país.
Em carta enviada à Organização das Nações Unidas (ONU), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, solicitou que o caso fosse tratado com urgência. Segundo ele, a resposta do Irã ao bombardeio será inevitável. “Trate imediatamente dessa questão”.
Ao longo da sexta-feira (13), os ataques israelenses continuaram, atingindo uma usina nuclear em Natanz, no centro do Irã, considerada estratégica por abrigar o que o país chama de “coração do programa de enriquecimento” de urânio. Outro alvo foi um aeroporto militar localizado em Tabriz, no noroeste do território iraniano.
A mídia estatal iraniana relatou que áreas residenciais em diferentes cidades também foram atingidas, aumentando ainda mais as tensões entre os dois países. Em resposta à ofensiva, o Irã lançou mais de 100 drones em direção ao território israelense. As autoridades locais recomendaram que a população permanecesse próxima a abrigos e evitasse permanecer em locais abertos.
Diante da escalada do conflito, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou: “O programa nuclear iraniano é uma ameaça para Israel”. Ele também declarou que o país persa está “muito próximo de conseguir uma arma nuclear” e garantiu que “Israel não vai deixar que isso aconteça”.
Após os ataques, Israel decretou estado de emergência e fechou seu espaço aéreo. O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, prometeu retaliar os ataques. Em seguida, autoridades israelenses confirmaram que drones iranianos haviam sido lançados.
Um porta-voz das forças militares do Irã declarou que tanto Israel quanto os Estados Unidos “vão pagar caro pela operação”. Apesar disso, o governo norte-americano, por meio de seus representantes, afirmou ter sido informado da ação, mas negou qualquer envolvimento direto.
Em meio à tensão crescente, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aproveitou para fazer pressão sobre o governo de Teerã em relação ao programa nuclear. “Tem que fazer um acordo, antes que não sobre mais nada”.
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